Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

entre nós # 86 - my immortal

my immortal - evanescence

 
There's just too much that time cannot erase
 
13 de Janeiro - 20 de Fevereiro - 26 de Fevereiro
 
quem moldou o barro de que somos feitos viverá enquanto formos ser

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

entre nós # 85 - the miracle of love/no more i love you's

eurythmics - the miracle of love
(versão ao vivo simplesmente FABULOSA)

 
 
annie lennox - no more i love you's

 
...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

caixinha de música da canca ♫ 29 - thinking out loud

ed sheeran
 
 

do livro que eu li - Fernando Pessoa

 
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.

Dá-me mais vinho, porque a vida é nada
 
citação de poema de Pessoa, pag. 421
 

embora não seja apreciadora de poesia, a partir de certa altura da minha vida adulta passei a sentir um certo fascínio por Pessoa, ou melhor, por um dos seus heterónimos, Alberto Caeiro. senti que ele transpunha para palavras, o que eu hoje sentia e no passado considerava ridículo.

ler o Fernando Pessoa de Sónia Louro é perturbante, e assim sendo parece-me que a autora soube transpor para o papel a alma deste senhor. julgo ter sido a primeira vez que, ao ler um livro, dei por mim a imaginar como terá sido difícil o processo de escrita. como conseguiu a autora entrar de tal maneira no sentir de outro, e logo um ser humano tão único, e transpô-lo para o papel com tamanha sentido de realidade? este livro pareceu-me uma conversa com Pessoa, e para mim que partilho algumas das suas angústias, foi dura, violenta de tão lúcida! 
 
partilho com vocês algumas das angústias que partilhei com o Pessoa a quem Sónia Louro deu vida:
achar-se feio e vestir bem para esconder a feiura;
não acreditar que era genuinamente amado, porque nele não há nada que desperte interesse;
ter dúvidas sobre o que sente, ou se será capaz de amar verdadeiramente;
ter muita dificuldade em concretizar, pensar muito e agir pouco;
sentir-se pouco à vontade no contacto pessoal e no contacto com grupos de pessoas;
achar que a origem da infelicidade é o excesso de lucidez, o pensar demais, e de tão lúcidos sermos tornámo-nos diferentes, loucos;
as coisas são sempre mais interessantes enquanto não as temos, o concretizado nunca chega aos pés do sonhado, e por isso somos eternos insatisfeitos;
a infância é altura mais feliz do ser humano, aquela em que não "pensámos".
 
aconselho a leitura. a quem como eu sofre de angústias, inseguranças  e afins, deixo uma dica: façam-no numa época em que a vossa mente ande calminha :P

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

quando os livros... # 12

À vezes julgamos que as pessoas são décimos de lotaria: que estão ali para tornar realidade as nossas ilusões absurdas.
pág. 372

- Há decepções que honram quem as inspira.
pág. 408

As pessoas estão dispostas a acreditar no que quer que seja em vez da verdade.
pág. 456
 
Carlos Ruiz Zafón in A Sombra do Vento
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

entre nós # 84 - more than words

more than words - extreme

 
no more words needed

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

entre nós # 83 - hello

"hello. is it me you're looking for?"
quem convive comigo diariamente é muitas vezes brindado com a melodia desta pergunta, sem romantismo à mistura, é só a minha forma bem-disposta de cumprimentar.
 
hello - lionel richie




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

(não) ser Pessoa

as palavras que nunca direi são as que mais ecoam em mim... saber aceitar o que somos e o que nunca seremos é a arte de saber viver... quem não nasce com alma de artista arrisca perder-se na realidade da loucura...



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

entre nós # 82 - just another day

o entre nós de hoje teve dono garantido até à tarde de ontem, até me começar a soar na cabeça uma música e alguns recortes da letra. depois de uma googlada descubro que se tratava de "just another day" de jon secada - é pá! já nem me lembrava do secada, tinha um ar um bocadito duvidoso... nem isso me dessintonizou - fiz download e ouvi-a em modo repeat, cerca de uma hora. estava decidido era ela a eleita.
 
antes de fazer o post fui ver o vídeoclip. bem, é impagável, não pude deixar de sorrir, até dei asas ao meu pseudo-humor... imagino que quando foi lançado tenha sido considerado podre de sensual, não me lembro de o ver à data, agora parece-me só podre.
então foram obrigar a moça a empoleirar-se num rochedo junto ao mar, coberta só com um lençol de criança, no meio de um vendaval? foi muita sorte não terem levado com nenhum inspector equivalente aos da nossa ACT!
e o jon todo depenadinho, qual franguinho pronto a assar? e as calças rotas ripped jeans? ainda bem que não acompanhou com os stilettos caso contrário ter-se-ia enterrado todo... na areia, claro está! e a camisa de pontas mais compridas à frente? há-de ter um nome super fashion em inglês tipo assimetricshirt! com um visual tão actual, não há como não lhe reconhecer visão fashion!
secada? secada só de nome, que ele molhou-se todinho, deve ter apanhado cá uma gripe - espero sinceramente que não tenha recorrido a nenhuma urgência entupida, como actualmente são as portuguesas, era pneumonia na certa! e aqueles tremores? aquilo é tudo frio? não haverá ali sintomatologia de abstinência de substâncias químicas? não me digam que passou pela cabeça de alguém que poderiam ser interpretados como sensualidade?!
ele bem se esforçou, foram molhas de mar, molhas de chuva, "ai, ai, ai" vezes sem conta, mas foi tudo em vão! vai-se a ver no fim a marota da moçoila andava às compras! mulheres... é por esta e por outras que pedra é um substantivo do género feminino.
 
dou eu vazão ao meu humor e o blogger quer boicotar-me, não deixa carregar o vídeo, fiquem com link, vale a pena ver - just another day - jon secada. enquanto vocês vêem eu vou ouvir - só ouvir - a música mais quinhentas mil vezes.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

sem cartografia


não vale, perdeste-te do caminho de me encontrar, tudo é montanha.
talvez não contasses com o acidentado do terreno.
talvez tenhas sonhado um mar sereno.
talvez ofuscado pelos raios de sol, que cintilavam no espelho de água do teu oásis imaginado, tenhas antevisto um precipício.
não vale fechar os olhos aos despojos das marés passadas,
não vale fugir das feridas da erosão,
tudo é montanha não vale.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

do filme que eu vi - a casa do lago

 

a mummy Suri sugeriu que visse o filme, ao ver o trailer relembrei o motivo porque talvez nunca o tenha visto, argumento demasiado inverosímil para a minha enorme necessidade de realidade, mas sendo o pedido de quem era não conseguiria negar. 

apesar do meu pouco bem-querer a estes filmes ao estilo conto de fadas - já sabemos como vai acabar, e pior sabemos que a vida real é algo muito diferente - dei por mim presa ao filme. o argumento apesar de irreal está bem conseguido, consegue prender e surpreender - mulheres, pelo menos - e até a lagrimita me conseguiu arrancar (bem quero ser dura, mas a minha essência é mole, molinha).
 
não é o tipo de filme que desperta o meu interesse, no entanto penso ter conseguido perceber a ideia subjacente - há coisas na vida que não controlamos, elas não acontecem como e quando queremos, acontecem quando têm de acontecer. isto é o que a minha natureza doce pensa, no entanto a descrente não se cansa de me lembrar, a verdade também é que, não acontecem a toda a gente...
 
eu sou assim Suri...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

entre nós # 81 - that's what friends are for

uma das letras mais bonitas e verdadeiras de sempre, e um obrigada aos que me dão o privilégio de me considerarem como amiga.
 
And I never thought I'd feel this way
And as far as I'm concerned
I'm glad I got the chance to say
That I do believe, I love you

And if I should ever go away
Well, then close your eyes and try
To feel the way we do today
And then if you can remember

Keep smiling, keep shining
Knowing you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for

Well, you came in loving me
And now there's so much more I see
And so by the way
I thank you

Oh and then for the times when we're apart
Well, then close your eyes and know
The words are coming from my heart
And then if you can remembre

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

super canquinha uma heroína muito fraquinha

hoje dormi bem, uma das primeiras noites em que tal aconteceu desde a época pré Natal (já por aqui contei que é das alturas mais dolorosas do ano para mim), e acordei bem-disposta;
 
hoje, à minha boa maneira de distraída crónica, deixei ficar o almoço em casa (haverá alguma relação de proporcionalidade inversa entre o aumento do bem-estar e a diminuição dos níveis de atenção?);
 
hoje almocei uma sande de atum sem ovo, fiquei desconsolada. nesta condição resolvi fazer algo que não fazia há meses;
 
hoje bebi um café, ainda ponderei um pingado, mas não resisti e tomei café, comprido mas café (que saudades do cheiro, do sabor, soube-me tão, mas tão maravilhosamente bem);
 
hoje após beber o café avisei quem estava comigo, tinha bebido café, era possível que até paredes subisse (vítima da ansiedade, como também já aqui contei que sou, o café altera o meu sistema nervoso);
 
hoje nem sequer tentei subir paredes, hoje, não sei se por efeito do café, lancei mãos a uma tarefa bem mais difícil. hoje quis que duas pessoas de quem sou amiga e que não se entendem o fizessem;
 
hoje (re)lembrei, algo que a vida já me ensinou, mas às vezes, muitas, eu esqueço. as pessoas não têm de ser todas  amigas (por muito que nós gostássemos que assim fosse) e não há nada de errado nisso. gostar ou não é uma questão de afinidade entre personalidades, já aqui o tinha escrito, e nós gostarmos de duas pessoas não tem de significar que elas também tenham de se gostar entre si;
 
hoje percebi novamente que não sou tão descrente no ser humano quanto afirmo. a minha candidez dificilmente me vai abandonar, por muito que a vida pareça esforçar-se para tal, ela é a minha maior virtude, ela é o meu maior defeito... tenho dias, sou só um entre biliões de seres humanos.
 
super canquinha é o apelido com que, num dia que não hoje, a minha sobrinha, a minha doce T, me brindou. é tão mais fácil ser heroína no mundo das crianças.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

do livro que eu li (ainda em 2014) - As Intermitências da Morte

 
Saramago revela toda a sua genialidade nesta obra, uma reflexão profunda sobre a condição de ser humano. uma sátira, a ridicularização do ser que pensa saber e poder controlar quase tudo. que perde o seu tempo com um inevitável e incontrolável gigantesco quase, perdendo-se assim também do caminho que pode dar algum valor à sua existência, o Amor.
 
(obrigada Lili)

cândida na tua voz

 
volto a ser o que nem sei se algum dia fui

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

entre nós # 80 - iris

porque sem alguém que veja para além do que conseguimos mostrar a nossa vida terá sempre um vazio... 

iris - goo goo dolls
 
 
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

amigo

cada amigo novo que ganhamos aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não pelo que nos dá, mas pelo quanto descobrimos de nós mesmos.
 
ser amigo não é coisa de um dia, são gestos, palavras e sentimentos que se solidificam no tempo e não se apagam jamais.

amigo revela, desvenda, conforta. é porta sempre aberta em qualquer situação.

amigo é sol ao meio dia, estrela na escuridão.

amigo é bússola e rota no oceano, porto seguro da tripulação.

desconhecido

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

outra coisinha mai linda - por este quase perco a cabeça

é lindo e tudo menos fofinho! opel adam roks love it



gala fifa ballon d'or - coisinha mai linda

desenganem-se se pensam que estou a falar de cristiano ronaldo ou até da própia da bolinha de ouro, nada disso, a coisinha mai linda da gala foi o apresentador, aquele mocinho que dá pelo nome de thierry henry. hmmmmmmmmmmmmmmmm