Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

be aware i'm back! mudei mas, não se iludam, continuo parva como sempre :p

decidi reabrir o blogue, mais de um ano sem escrever com regularidade, o tempo passou, as circunstâncias da minha existência mudaram, as pessoas que fazem parte da minha vida mudaram, eu mudei. 

um destes dias fui reler os escritos passados e apercebi-me que continuo a rever-me no que escrevi. a minha essência manteve-se, suponho que apenas alterei o alcance da minha vista... posso dizer que estou mais (ma)dura!

se estavam (a ousadia de utilizar o plural também é uma mudança) à espera da canca fofinha que escreve sobre sentimentos fofinhos, aquela cujo lema de vida era o imagine do john lennon, esqueçam! ela continua a morar cá dentro, mas vai manter-se com as mãos (e o coração) fora do teclado (acho eu, a insegurança ainda tem moradia permanente).

para provar que estou diferente, vou apresentar provas materiais, algo em grande!...

estou tão dura que HOJE DE MANHÃ PARTI A TROMBA A UM ELEFANTE, literalmente, ora vejam:


o depois

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

medos

alguns medos sempre foram meus companheiros, de há tanto tempo viverem comigo fazem parte de mim,  já não me assustam, mas, ontem conheci um medo que me gelou alma. o medo de mudar, de deixar de ser a pessoa pura e de bom coração que sobreviveu a tantas tempestades. assustou-me enormemente o vislumbre de uma névoa negra, não quero perder a luz que (apesar de tudo) sempre me acompanhou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

da insegura que há em mim

tenho medo de descobrir que nunca fui importante, porque importante era o que eu podia representar!

da egoísta que há em mim

há pessoas tão importantes para nós que dói deixá-las seguir um caminho que as afaste, ainda que do fundo do coração apenas desejemos que estejam bem, mesmo que fisicamente longe!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

34

cheios de incertezas, dúvidas e fragilidades.

cheios de doçura, generosidade e uma vontade de sorrir vinda do fundo da alma.

“...
In the midst of tears, I found there was, within me, an invincible smile.
In the midst of chaos, I found there was, within me, an invincible calm.
I realized, through it all, that…
In the midst of winter, I found there was, within me, an invincible summer.
And that makes me happy. For it says that no matter how hard the world pushes against me, within me, there’s something stronger – something better, pushing right back."

Albert Camus  

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

haverá cérebro mais estranho que o meu?

ando limpa há dois meses! sem nada que o fizesse esperar, sem qualquer planeamento, deixei por completo o ansiolítico. 
 
tenho enfrentado o dia-a-dia de forma surpreendentemente segura.
 
paralelamente, os pensamentos auto destrutivos tornaram-se hiperactivos! os monstros que são os meus muitos defeitos reforçaram o seu estatuto de intoleráveis, inaceitáveis, os piores entre os piores.
 
sinto-me qual tartaruga protegida do exterior quando o perigo mora lá dentro!

domingo, 23 de agosto de 2015

i've been away: getting old, hopefully not bitter (continuo sem certezas)

não tenho escrito. falta de inspiração. não o posso considerar mau de todo, a minha escrita é (particularmente) movida pelo drama. assim sendo, a verdade é que não ter escrito está intimamente ligado com o encontro de alguma serenidade, aceitação, aprendizagem... um dia de cada vez, tirando partido das minhas possibilidades, desenfatizando, sem esquecer, as minhas diferenças e limitações. sou como sou, há coisas impossíveis de mudar, impossíveis de aceitar pacificamente, mas com as quais tenho de viver. se tenho de viver com elas, é necessário encontrar forma de convivência pacifica, a maioria dos dias pelo menos! de vez em quando há direito a um dia ou outro de mal comigo, com a vida e com o mundo, mas só de vez em quando. o resto dos dias é esforçar-me por olhar menos para mim e mais para tudo o que me rodeia.
todos os que passam na nossa vida são oportunidades de aprendizagem, neste processo sempre valorizei mais os que me magoaram. talvez por julgar terem sido eles a ensinar-me a reparar  nas minhas qualidades, aquelas que eu não via porque não sabia olhar o que realmente importa. acho que alarguei horizontes, distribui mais uniformemente o foco entre o mau e o bom, e começo a perceber que quem nos quer bem também nos ajuda a crescer, com a vantagem de nos proporcionar bons momentos. parece-me que ocupar, com esses momentos, mais do tempo que deixo passar a pensar é algo que me tem feito escrever menos!
por muitas voltas que a vida dê, espero não esquecer que um dia pessoas minhas me disseram: - envelhecer não serve só para ficar mais velho. e - eu sempre quis que, conforme fosse envelhecendo, nunca ficasse "amarga". continuar o caminho sem esquecer. sem memória não há aprendizagem. 
há contudo aprendizagens impossíveis, e entre elas estão a minha incapacidade de encontrar certezas e de escrever sobre qulaquer assunto na generalidade, e sobre sentimentos em particular. :P

segunda-feira, 25 de maio de 2015

são as acções que nos definem # 5


estar lá para quem precisa é o ansiolítico mais eficaz com que me posso automedicar
dizerem-me que sou um anjo também faz a sua parte ;)
sentir-me útil e agradável para com os outros é das coisas que mais bem me faz,
à alma e à autoestima

quarta-feira, 13 de maio de 2015

amor e medo, dois companheiros inseparáveis em mim

na minha tentativa de combater a maior, mais fiel e mais gordurosa companheira das mulheres, debrucei-me novamente na tarefa hercúlea de correr um km por dia. sim, leram bem, é 1 km. :P . no entanto, há um fantasma que me persegue: cães soltos, sem dono, e de tamanho considerável. é verdade que os adoro, mas não é menos verdade que, estando eles e eu sós, lhes tenho medo. como enfrentar um km de corrida já é acto heroico que chegue, fiz figurinha triste ao alterar o percurso planeado, duas vezes, por causa de um cão! ia a correr fresca que nem uma alface (arrancada e deixada ao sol) quando o avistei. inverti a marcha. espreitei por trás do ombro e avistei-o agora distância segura e a afastar-se a bom ritmo. voltei a inverter a marcha, julgando-o a milhas. quase a chegar ao ponto de retorno do meu percurso avisto-o novamente. retrocedi a correr - para longe dele. :P 

terça-feira, 12 de maio de 2015

da minha também crónica cinófilia

num tradicional minimercado, da minha pequena vila plantada na margem do Douro:
 
irmã: está ali um cão (dentro do minimercado)!
eu (depois de espreitar e ver o cãozinho, no corredor à frente, de rabinho entre as pernas): está assustado!
irmã (ao ver-me iniciar uma tentativa de aproximação ao bicho): nem penses em levá-lo para casa.
eu: !!!!!! (ia só fazer-lhe festinhas)
 
a ideia ainda não me tinha passado pela cabeça, a minha irmã achou por bem prevenir em vez de remediar. :P

é isto, e o meu pai apelidar-me de mãe dos cães!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

hoje estou num daqueles dias

não, não é TPM é mesmo o meu mau-feitio. às vezes pergunto-me como é que certas pessoas além de me aturar ainda gostam de mim! para piorar nem sequer acredito que haja um céu onde possam ser recompensados, grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr



quarta-feira, 6 de maio de 2015

resolvi cortar no açucar

 
eu já fui menina de utilizar as duas carteiras de açucar que os cafés disponibilizam - eu sei é assustador - há já algum tempo reduzi para uma, agora para meia. o meu objectivo é cortar.
difícil vai ser cortar no bolo/queques/bolos de arroz/muffins de chocolate e nos pastéis de feijão... quando me dão os estados depressivos - ácidos ou amargos -, estes meninos equilibram-me os sabores na alma.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

entre nós # 92 - without you

anos 90, a saga das músicas meloso-romântico-pirosas continua...

without you - mariah carey

 
as vezes que eu cantei esta música não têm conta. e o que eu gostava da mariah desta altura, quando ela era e parecia uma mocinha quando ainda não tinha comprado as curvas, adorava. e este look em preto total? ao revê-lo chego à conclusão que deve ter sido uma das minhas fontes de inspiração, pois até há aproximadamente dez anos atrás a cor predominante do meu guarda-roupa era o preto. quem me vê hoje, e me conheceu depois desse período, certamente terá dificuldade em acreditar. a essa altura não imaginava eu ser possível vir a ganhar amor a tantas outras cores, a ponto de obrigar pessoas de bracinhos grandes a adquirir peças de roupa coloridas. ;)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

partilhar é bom: blog with drama inspiration

há quem diga que eu levo as coisas demasiadamente a sério. sei que penso demasiado, ao que parece naquilo que não devia. mas será assim tão errado tentar perceber o que se passa à nossa volta? dar importância à repercussão que o nosso comportamento tem nos outros e vice-versa. penso ser lógico valorizar o que nos é importante.

tenho vindo a aperceber-me que  ando a diminuir o número de cabeças dos meus cavalos de batalha. contudo, ao escrever o post de ontem, veio-me à ideia que quem ler o blogue pode achar que eu sou uma dramma queen. não é verdade. mas, é verdade que só consigo escrever sobre situações que mexam emocionalmente comigo. drama makes me write. foi com o intuito de desabafar que criei o blogue, permitindo assim parar de bater no ceguinho (que é como quem diz: azucrinar os tímpanos de pessoas amigas). escrevo aqui o que me vai na alma (não sei porquê escrevi lama em vez de alma) e prontos fica arrumado, não falo mais no assunto (vá, tento não falar mais no assunto).

o blogue é uma espécie de catarse, por isso não se enganem, eu não sou uma drama queen, detesto o papel de vitima, e não sei nem quero aprender a pedinchar atenção por pena. o meu coração pode ser de manteiga, mas a minha carapaça é de diamante. sou, portanto, uma rapariga preciosa, e às vezes, em estando bem dispostinha (sem neura, vulgo, com os ansiolíticos em dia) até divertida e capaz de roubar sorrisos, risos, gargalhadas e outras coisas mais (só não digo quais porque outra das minhas inúmeras qualidades é a discrição). :P

domingo, 12 de abril de 2015

confiança: crença na retidão moral, no carácter e na lealdade de uma outra pessoa

ninguém é totalmente bom, nem totalmente mau. por mais que gostemos de alguém, é da natureza humana encontrar defeitos no outro. em alguns esta característica - o dom de apontar o dedo porque eu sou o dono da razão - é dominante, noutros é inexistente, noutros um meio-termo. julgo encaixar-me nos últimos, esforço-me por não valorizar o que acho menos bom, especialmente quando há algo de muito bom. o muito bom para mim chama-se lealdade.
 
perceber que aquele alguém em quem confiei plenamente, que esteve presente em muitos momentos difíceis da minha vida (dizem que é nessas alturas que se conhecem os amigos. dizem, eu costumava acreditar, começo a duvidar!) me foi desleal é deprimente. levanta o véu da descrença. como é que alguém, que nos é tão próximo (haverá proximidade maior que a confiança?), pode agir de forma tão leviana connosco?
 
para mim há uma ética das relações, algo que define a forma como me relaciono com os outros. nunca falei sobre isso com ninguém, sempre achei que era o lógico, e sempre julguei que as pessoas em quem aprendi a confiar (sim, porque a confiança vai-se construindo) seguiam os mesmos princípios. afinal estava errada.
 
não comento apesctos menos positivos da vida de ninguém a não ser com pessoas em quem confio, e quando digo confiar, quero dizer ter a certeza de que o privado partilhado assim se manterá. 
tenho uma espécie de hierarquia de confiança, definida pelo nível de similaridade entre a minha personalidade e a do outro. há aqueles com quem falo abertamente sobre tudo, porque sei que mesmo não concordando me vão ouvir tentando ver o meu lado. há aqueles com que só falo de determinados assuntos, porque sei que têm uma visão diferente da minha e  a vida não os ensinou a ver de outros ângulos. por aceitar e respeitar a sua maneira de ser aprendi existirem caminhos por onde não vale a pena ir.
ao apontar aspectos menos positivos não o faço (julgo) de uma forma negativa. faço-o argumentando sobre o porquê de achar determinado comportamento errado, tendo em conta a minha perspectiva da realidade. cada um vê com a mente que tem.

por me reger por estes princípios, pessoas que utilizam como tema de conversa, com fulanos, sicranos e beltranos,  situações de vidas alheias - melhor dizendo, interpretações levianas destas -,  das quais só tiveram conhecimento por lhes ter sido dada a partilhar da intimidade que só aos amigos se dá. pessoas assim causam-me uma enorme tristeza. só podem ser pessoas ocas de razão e vazias de sentimentos. 
 
ter confiado e defendido (de supostas calúnias) uma dessas pessoas, primeiro deixa-me profundamente desiludida. segundo leva a que me adjective de inocente, crente, burra, totózinha. terceiro, e à terceira é que é, faz-me perceber que a errada não sou eu por confiar. errado é fingir que se é amigo de alguém e trair a sua confiança. errado é ter sempre palavras amigas que são apenas frases feitas. errado é apontar o dedo ao outro para mascarar a nossa própria falta de carácter. errado é não saber aprender nada com o tempo que nos é dado para viver.

terça-feira, 7 de abril de 2015

you don't know what it's like


às vezes pergunto-me o que queres de mim?
e respondo-me nada!
e é bom,
nada é pouco mais do quanto posso dar
e é mau,
tudo é muito menos do quanto desejo dar

segunda-feira, 23 de março de 2015

manhãs da canca

uma hora antes de o telemóvel tocar a despertar, estou bem desperta ansiosa que ele assinale a altura de me levantar, quando o bicho dá o tão ansiado sinal, desligo-o, enrosco-me mais um pouco e tenho tudo menos vontade de sair da minha caminha, e assim se passa mais meia hora.

sexta-feira, 20 de março de 2015

entre nós # 88 - who's gonna ride your wild horses

esta música lembra-me a amiga que um dia me adjectivou de arisca, já lá vão mais de dez anos. se ela ler isto possivelmente não se dará por culpada, nunca lhe falei sobre como essa recordação ficou gravada em mim. na altura não achei grande piada. ariscos são os cavalos que resistem a ser domados. depois percebi que ela tinha razão. eu não sou fácil, resistir é a minha defesa - protejo-me de rejeições, e protejo quem amo de desilusões. quando somos diferentes - ainda que só nós o vejamos - é difícil deixar-se levar. há uma necessidade imensa de sentir que o outro nos conhece plenamente, sem ilusões, enganos ou segredos, e que vendo-nos assim aceita, confia e se dá na única medida que o verdadeiro amor entende, partilhando-se (igualmente) por completo.

who's gonna ride your wild horses - U2






sexta-feira, 6 de março de 2015

sai mais um esqueleto do armário

quem será (o verdadeiro amor) - b4

 
(eu canto o refrão de olhos fechados como uma adolescente crente,
não contem nada a ninguém :P)

quinta-feira, 5 de março de 2015

sabes que é amor...


quando tens vontade de o chamar cão. e não é porque ele abana o rabinho quando te vê. :P

(um dos meus 159 rascunhos, resolvi dá-lo à luz por me ter roubado um enorme sorriso)