Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

que cada um puxe a brasa à sua sardinha percebo, mas quererem toda a sardinha assada só para si não!

saído da boca de alguém que diz pagar 50% de IRS:
 
- o que eu acho mal é que os cortes sejam só para vencimentos superiores a 600€, deviam ser para toda a gente, independentemente do valor do vencimento. nem que fossem só cinco euritos, uma coisa simbólica, pagávamos todos.
 
o que eu acho mal não é o valor do vencimento desta pessoa, até pode ter mérito para tal. o que eu acho mal é que não tenha de sobreviver meio anito a ganhar o salário mínimo, acrescido de um simbólico corte de 5€. meio ano a ter de organizar despesas em função de 480€/mês e a sensibilidade deste ser humano seria logo outra.
 
o que eu acho mal é a barriga cheia vir acompanhda de tão nojenta flatulência.

terça-feira, 17 de junho de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

(regra geral) valorizar o ideal em detrimento do real

Liguei a televisão na RTP 1 e ouvi uma Sra, que pelos vistos era entendida na matéria, a afirmar: Regra geral as bibliotecas escolares são óptimas

Veio-me logo à ideia a última biblioteca escolar que visitei, era um espaço bem conseguido e acolhedor, só não tinha livros! Em resposta a este comentário foi-me dito: Os livros puseram-nos cá para a inauguração, mas no fim levaram-nos todos.

Na altura fez-me lembrar aquela história dos Hospital que foi equipado para o dia da inauguração e no fim... agora percebo que afinal era só uma biblioteca fora da regra geral.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

às vezes apetece-me pedir desculpa, desculpa por ter sido eu, por ter sido espontânea, por ter falado com a ironia caustica, aparentemente agressiva, que me caracteriza, por ter parecido ofensiva... - então SCAS já estás a imaginar-me de punhos cerrados a barafustar? :P

segundos depois apetece-me esbofetear-me, esbofetear-me por me preocupar com os sentimentos de quem não sabe nada de mim por não querer saber, caso contrário há muito teria percebido que jamais agrediria alguém gratuitamente, e que, mesmo sob provocação, jamais utilizaria como alvo os pontos fracos do outro.

eu jogo sempre limpo, até quando permanecem em mim vestígios do pó que me cobriu quando caí no chão vítima de uma rasteira, chama-se a isso carácter, é algo que nos faz ter vontade proceder correcta e delicadamente com os outros, todos, incluindo aqueles que mordem a mão que um dia os afagou. 

carácter, quem não sabe do que se trata, pode até sentir uma bofetada quando ouve um pedido sincero de desculpa.

terça-feira, 1 de abril de 2014

para quê celebrar a mentira?

as pessoas já mentem tanto, diariamente, várias vezes ao dia, porquê um dia das mentiras?
 
porque não um dia das verdades, que tivesse como objectivo revelarmos algo que por uma qualquer razão não tivemos a oportunidade ou coragem de partilhar?
porque não um dia das verdades em que estivessemos de coração mais aberto para aceitar, dialogar, perdoar e ultrapassar verdades menos boas?

abaixo o dia das mentiras!

quarta-feira, 26 de março de 2014

desabafo, não há como duvidar que a estupidez humana é infinita...

este cantinho anda parado, tão desinteressante como autora...

eu sou uma pessoa insegura, acho sempre que não sou suficientemente boa, como pessoa, como mulher, como profissional, como familiar...

eu não tenho temas de conversa super-interessantes, não sou uma pessoa animada com quem os outros gostam de estar...
eu não tenho super-garra para defender os meus interesses, talvez nem sempre me esforce o suficiente para ajudar os outros, talvez me falte muitas vezes a coragem...
eu não sou boa a demonstrar os meus sentimentos, sou muitas vezes demasiado ríspida e pouco amorosa...
eu sou uma parva, eu julgo os outros pelo lado positivo, acredito que são sérios, acredito que são francos, acredito que não querem o mal alheio só por prazer, abro os braços, recebo-os, ajudo-os, eu quero sempre bem por defeito... no fim levo valentes pontapés no rabo, e um selo a dizer deixa de ser crente ó parva...

às vezes isto tudo assalta-me como um tsunami e vou-me abaixo...
afundo ainda mais quando sinto que outros, pessoas com graves falhas de carácter têm a segurança, a alegria, a garra, a determinação que a mim me falta...

sabem que mais ó hipócritas de merda, vão-se f., vocês não valem nada, têm muita alegria mas é fingida, têm muitos amigos, mas não gostam de ninguém, têm muita garra e determinação, mas ela está assente na necessidade de pisar os outros, ide-vos f. ó palhaços, vocês não sabem o que é carácter, personalidade, valores, não sabem o que é sair duas vezes à rua com a mesma cara, cara limpa e consciência tranquila, consciência vocês nem tão pouco sabem o que é, respeito pelo outro não usam…

obrigadinha ó parasitas, são pessoas como vocês que me fazem mandar a insegurança às favas, e ter muito orgulho do ser humano que sou.

a quem me lê, se ainda andar por aí alguém, as minhas desculpas pela pouco agradável partilha, mas a hipocrisia e a falta de carácter põem-me fora de mim, como não posso sair por aí a distribuir as lambadas que muitos papás pouparam aos filhos, desabafo...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

paga o justo pelo pecador... ou, alguém me diz o site onde posso consultar as especificações dos seres humanos que cruzam o meu caminho (as minhas também, é que às vezes não sou capaz de me perceber)

a semana que passou andei estranha (ainda mais que o habitual), de dia genuinamente bem-disposta, de bem com a vida,  à noite com ansiedade, regada a saudade e lágrimas...
 
na sexta-feira recebi um telefonema de alguém com quem já não falava há alguns anos, mais de nove. alguém de quem fui muito próximo. um ser humano bom em quem confiava sem reservas, com quem me abri aquando da descoberta da existência de seres humanos de natureza menos nobres - maus, mesquinhos, sem ponta de carácter, com toneladas de egoísmo, que quando apontam baterias para nós, mesmo que seja só porque somos quem está mais à mão de semear, acabamos marcados, tão marcados que mudamos... pese embora nos ensinem muito, nos ajudem a crescer, e sobretudo a perceber que o rumo certo é sermos diametralmente diferentes deles, sem o apoio de alguém disposto a dar-nos atenção, carinho e provas de ser merecedor de total confiança, tudo seria muito mais difícil -, tenho muito a agradecer-lhe, foi o meu porto de abrigo, a minha luz ao fundo do túnel.
 
anos, alguns desentendimentos entre pessoas que nos eram próximas, e muito silêncio após, venho a saber que sofreu um golpe duro e profundo. conhecendo como conhecia, sei que deve ter batido no fundo, deve ter demorado anos a recuperar-se.
em todos estes anos sempre imaginei que estivesse bem, curiosamente horas antes de me ligar pensei como estaria, na certeza que a vida teria seguido um determinado rumo, horas após soube que tudo foi bem diferente.
 
nestes nove anos que passaram sem nos falarmos, eu mudei, desiludi-me com as pessoas, deixei de ser a pessoa cândida com quem partilhou tanto... e agora, apesar de saber pelo que passou, uma dor que não merecia, porque era um ser maravilhoso, de sorriso disponível, de braços sempre abertos, de coração limpo, onde os segredos se guardavam em poços sem fundo. agora é com tristeza que dou comigo com medo de confiar. será que ainda sei alguma coisa da pessoa com quem falei? se pessoas com quem convivo diariamente me surpreendem, como posso acreditar que passados mais de nove anos, passado tanto sofrimento, esta pessoa se mantêm a mesma?
 
não gosto de pensar assim, tenho saudade do ser que já fui, mais simples, mais descomplicado, mais genuíno, tenho saudade de confiar sem reservas, de acreditar sem dúvidas...
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"A morte não é um momento, mas um processo."

Para onde caminha a humanidade? Que luta desenfreada é esta por bens materiais, que faz esquecer que o bem mais precioso é a vida?! Para quê tanto egoísmo, tanta ganância, se todos temos um prazo de validade definido?! Porquê não aproveitar a vida para viver, ser feliz, fazer os outros felizes?! Não precisamos de muito, de cada vez mais, precisamos apenas do suficiente, amor, respeito, consideração, verdade, altruísmo, sensibilidade, carácter. Nada disso se pode comprar, então porque insiste o ser humano em se vender?! Não me entendo com esta nossa espécie de humanidade.
 
 
Será difícil encontrar as razões que levaram este casal a escolher a morte?!

é engraçado e não tem graça

"Acho engraçado como as pessoas mudam de repente, como elas agem como querem algo e como elas te tratam depois de conseguir, é engraçado como falta verdade, falta amor, falta coragem, é mais fácil viver em um mundo de mentiras sozinhos do que ser verdadeiro com todos? É mais fácil ser considerado covarde do que a coragem de encarar o rosto de quem se engana com um sorriso no rosto?
É engraçado como é mais fácil fingir, é mais fácil mentir, engraçado como é difícil confiar em alguém, deixar sua alegria se levar por outra pessoa é engraçado como as pessoas ignoram seus erros e apontam tão facilmente o dos outros.
É engraçado lembrar de quando eu era criança e queria ser adulto parecia tão legal e confortável, e hoje é mais engraçado como eu nunca queria ter crescido e ter preservado aquela doce e gostosa inocência, onde o mundo com certeza era mais bonito, ao menos mais verdadeiro."
 
Priscila Perondi 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

da gente mal intencionada que por aqui anda

à pala de um comentário deixado neste post do HSB, no qual me referi a mulheres mulatas ou negras como "senhoras de cor", fui agressivamente acarinhada, será que agora só podemos utilizar termos como senhoras geneticamente beneficiadas pela melanina?!

Só vê maldade quem é maldoso, felizmente não é o meu caso. Para anónimos fofinhos que tenham dúvidas do meu apreço por seres humanos de cor, negros, pretos ou geneticamente beneficiados pela melanina sugiro que leiam ESTE post.

Saudações camaleónicas - o camaleão é um dos meus animais favoritos, pelo que agradeço ao anónimo ter-me roubado um sorriso. :)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

nojo

quanto mais conheço os políticos, ou melhor a forma suja como jogam, como passam por cima de tudo e de todos sem se importar do rasto que deixam, mais sinto repulsa por estes seres vivos...
se, se insurgem com as escandaleiras que vemos nos noticiários, nem vos digo, nem vos conto como é a nível local, quando não assistimos só de longe, aqui além de assistir-mos bem de perto, ainda nos querem arrastar para a porcaria com eles.
 
não sei onde vai parar o país sendo governado por gente tão miudinha, tão sem escrúpulos, eu vou parar à casa-de-banho esta gente nauseia-me...

sábado, 31 de agosto de 2013

revolta

recebi a notícia de mais uma vida ceifada pelo maldito cancro, infelizmente acontece todos os dias, mas quando a vida foi parte da nossa vivência, o nome nos recorda um rosto, uma personalidade, e uma idade, uma idade tão jovem, o choque é maior. não é justo, tinha tanto para viver, filhos para criar. 
a vida nunca foi justa, não deixo de me revoltar. seres humanos bons arrancados aos seus familiares, impossibilitados de continuar a dar um pouco mais de luz ao mundo, enquanto seres humanos negros continuam a sua caminhada incólumes, espalhando a treva... 
a história repete-se, ouvem-se lamentos à perda, a maioria deles não sentidos, a hipocrisia domina, são apenas palavras proferidas boca fora, porque fica é o que convém, porque precisam manter a imagem, no fundo, no fundo estão apenas a alimentar o seu ego, e o pensamento de que se a eles nada lhes acontece é porque são seres superiores...
que se lixe esta gente tão rica em soberba, em sorte, em saúde, e tão, tão pobre em sensibilidade, o mundo seria um lugar bem melhor sem eles.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

dos espécimen que não há meio de entrarem em extinção

homens que num momento falam da mulher e dos filhos, e no momento a seguir com a mesma naturalidade indagam a existência de um lugar para um felizardo ocupar no nosso coração... só me dá vontade disto

quinta-feira, 11 de julho de 2013

dor de alma

no meu trabalho lido muitas vezes com a miséria de espirito, e insurjo-me com as pessoas por não saberem aproveitar o que a vida lhes dá e se amesquinharem. outras vezes lido com a verdadeira miséria humana, a solidão, e a falta de saúde, e dói-me a alma, pelo sofrimento que é a vida de algumas pessoas, interrogo-me sequer se aquilo é viver. dá-me vontade de agarrar nos colarinhos dos que gastam os nossos dinheiros a seu bel prazer, e colocá-los uns dias na vida miserável que nenhum ser humano pediu, mas com a qual muitos são brindados, insurjo-me com instituições como as misericórdias, cuja única linguagem que conhecem é a do dinheiro, e insurjo-me comigo, por tantas vezes me sentir insatisfeita como o tanto que tenho... e as lágrimas correm-me, inevitavelmente os meus pensamentos estão no meu pequeno príncipe, tão pequeno, e tão sábio, capaz de aceitar e ser feliz com o que a vida lhe permitia, porque é que não pude aprender sem te perder... uma certeza vive em mim foste, és e serás sempre o melhor de mim.

terça-feira, 9 de julho de 2013

haja paciência

 
o Sol já anda a fritar neurónios, filhos únicos... ou então andam a hidratar-se com bebidas alcoólicas... só me aparece gente doida...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

da minha também crónica estupidez

da qual estou tão farta como de gente hipócrita! São os donos da verdade, dizem e fazem o que lhes dá na real  gana com a vida dos outros, julgam-nos só para terem assunto de conversa, mas eles são os sérios, os francos... aqui a estúpida - não tem outro nome - acha que todos têm um lado bom, talvez só precisem que lhes ajudem a ver o mundo com outros olhos, e quando essa gente precisa, abre o ouvido e estende a mão, e vai de lhes dizer umas verdades, com a melhor das intenções, como isso é coisa que esses seres humanos desconhecem, ainda ficam magoadinhos connosco, tadinhos dos bebés! Gentinha assim que insistis em cruzar o meu caminho, isto é para vocês:

i'm not your mama!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

voyeurismo mórbido

tira-me do sério a necessidade de ser testemunha em primeira mão do mal dos outros, com objectivo, suponho eu, de obter o melhor e mais pormenorizado relato! Se passo por um acidente a minha vontade é desviar o olhar, fico com o coração apertado só de pensar que estão ali pessoas em sofrimento, a única hipótese de sequer pensar em observar a situação seria se ainda não tivesse chegado socorro. Nos acidentes de viação é ver os carros a abrandar e as cabeças a saírem fora das janelas, parece que o sofrimento alheio é atracção de circo! Este comportamento mexe comigo, condoo-me de quem está a sofrer, e entristeço-me com a capacidade do Ser Humano em "coisificar" o seu igual.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

homem - marca registada!


depois de nós, duvido que o planeta volte a ser sustentável!

domingo, 9 de junho de 2013

andámos de cavalo p'ra mula

vi nas notícias um extracto da entrevista de Fátima Campos Ferreira a Sara Norte, sim senhora parece-me bem, ela a par deste outro Sr., são realmente pessoas merecedoras de tempo de antena, são exemplos a ser disseminados, são o banho de educação/cultura que nós precisámos, fico pois muito mais feliz ao saber andar a trabalhar para que a Televisão de Todos Nós dê protagonismo a quem não quer trabalhar... 
ouvia a menina dizer que foi mula, saberá ela que as mulas resultam do cruzamento de duas espécies diferentes - cavalo e burro - e por isso são estéreis? saberá ao menos se andam ou voam? isso também não interessa nada p´ro caso, uma coisa sabe, têm estômago...

sábado, 8 de junho de 2013

as vidas dos outros... são tão simples para mim...

Ao ler este post no cantinho da Lita, uma mulher de armas, a quem admiro, não resisti a partilhar, e foi inevitável não pensar, "se pudéssemos saber um pouco do que os outros vivenciam, será que mudaríamos as nossas atitudes perante eles?" É algo sobre o que me questiono frequentemente, e penso no quanto tendemos a ser tão levianos quando falamos com os outros. Quantas vezes já presenciamos, sendo parte activa ou não, um "então como estás?", e sentimos que não prestaram atenção à resposta? Ou que se coibiram de o perguntar por já a conhecerem? Ou o ouvir respostas bem diferentes da realidade sentida? A mim aconteceu já vezes demais. Vivemos num mundo frio e egoísta, em que cada um se centra demasiado em si, e pensa carregar consigo todos os problemas. Sempre os mais sofredores, nunca os mais privilegiados. Se deus está connosco é porque os outros merecem o diabo, e enquanto assim é está tudo bem, quando a roda vira logo se esquece tudo de bom que vivemos... Sempre que penso nisto vem-me à ideia a música dos Anaquim "as vidas dos outros", diz tudo...