alguns medos sempre foram meus companheiros, de há tanto tempo viverem comigo fazem parte de mim, já não me assustam, mas, ontem conheci um medo que me gelou alma. o medo de mudar, de deixar de ser a pessoa pura e de bom coração que sobreviveu a tantas tempestades. assustou-me enormemente o vislumbre de uma névoa negra, não quero perder a luz que (apesar de tudo) sempre me acompanhou.
Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin
Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry
A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo
Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
locked
dizem que devemos ser selectivos nas nossas batalhas, que estarmos bem é mais importante que termos a razão do nosso lado. mas, por vezes, não importa o quão tranquila sintamos a nossa consciência, simplesmente não conseguimos estar bem. há uma vontade em nós de mostrar que não importa quem está certo ou errado, não há certos ou errados, os seres humanos falham, importante mesmo é ser-se franco, porque há feridas que só a sinceridade pode cicatrizar.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
ao longe a beleza dos prados
desconfio que as terças-feiras estão mancomunadas com o laboratório dono da patente do "meu" ansiolítico, é a única explicação lógica para a forma impiedosa como estão a pôr à prova a minha capacidade de superar (sem ajuda) situações menos boas. surpreendentemente, apesar do aperto no peito e da vontade de desabar, estou a resistir.
quando olho racionalmente as causas destes dois picos de ansiedade, sei que não foram as pessoas ou os acontecimentos. fui eu, a dificuldade em me aceitar, o medo de mostrar as minhas fragilidades e ser rejeitada, eu no castelo...
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
haverá cérebro mais estranho que o meu?
ando limpa há dois meses! sem nada que o fizesse esperar, sem qualquer planeamento, deixei por completo o ansiolítico.
tenho enfrentado o dia-a-dia de forma surpreendentemente segura.
paralelamente, os pensamentos auto destrutivos tornaram-se hiperactivos! os monstros que são os meus muitos defeitos reforçaram o seu estatuto de intoleráveis, inaceitáveis, os piores entre os piores.
sinto-me qual tartaruga protegida do exterior quando o perigo mora lá dentro!
domingo, 23 de agosto de 2015
i've been away: getting old, hopefully not bitter (continuo sem certezas)
não tenho escrito. falta de inspiração. não o posso considerar mau de todo, a minha escrita é (particularmente) movida pelo drama. assim sendo, a verdade é que não ter escrito está intimamente ligado com o encontro de alguma serenidade, aceitação, aprendizagem... um dia de cada vez, tirando partido das minhas possibilidades, desenfatizando, sem esquecer, as minhas diferenças e limitações. sou como sou, há coisas impossíveis de mudar, impossíveis de aceitar pacificamente, mas com as quais tenho de viver. se tenho de viver com elas, é necessário encontrar forma de convivência pacifica, a maioria dos dias pelo menos! de vez em quando há direito a um dia ou outro de mal comigo, com a vida e com o mundo, mas só de vez em quando. o resto dos dias é esforçar-me por olhar menos para mim e mais para tudo o que me rodeia.
todos os que passam na nossa vida são oportunidades de aprendizagem, neste processo sempre valorizei mais os que me magoaram. talvez por julgar terem sido eles a ensinar-me a reparar nas minhas qualidades, aquelas que eu não via porque não sabia olhar o que realmente importa. acho que alarguei horizontes, distribui mais uniformemente o foco entre o mau e o bom, e começo a perceber que quem nos quer bem também nos ajuda a crescer, com a vantagem de nos proporcionar bons momentos. parece-me que ocupar, com esses momentos, mais do tempo que deixo passar a pensar é algo que me tem feito escrever menos!
por muitas voltas que a vida dê, espero não esquecer que um dia pessoas minhas me disseram: - envelhecer não serve só para ficar mais velho. e - eu sempre quis que, conforme fosse envelhecendo, nunca ficasse "amarga". continuar o caminho sem esquecer. sem memória não há aprendizagem.
há contudo aprendizagens impossíveis, e entre elas estão a minha incapacidade de encontrar certezas e de escrever sobre qulaquer assunto na generalidade, e sobre sentimentos em particular. :P
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domingo, 12 de abril de 2015
confiança: crença na retidão moral, no carácter e na lealdade de uma outra pessoa
ninguém é totalmente bom, nem totalmente mau. por mais que gostemos de alguém, é da natureza humana encontrar defeitos no outro. em alguns esta característica - o dom de apontar o dedo porque eu sou o dono da razão - é dominante, noutros é inexistente, noutros um meio-termo. julgo encaixar-me nos últimos, esforço-me por não valorizar o que acho menos bom, especialmente quando há algo de muito bom. o muito bom para mim chama-se lealdade.
perceber que aquele alguém em quem confiei plenamente, que esteve presente em muitos momentos difíceis da minha vida (dizem que é nessas alturas que se conhecem os amigos. dizem, eu costumava acreditar, começo a duvidar!) me foi desleal é deprimente. levanta o véu da descrença. como é que alguém, que nos é tão próximo (haverá proximidade maior que a confiança?), pode agir de forma tão leviana connosco?
para mim há uma ética das relações, algo que define a forma como me relaciono com os outros. nunca falei sobre isso com ninguém, sempre achei que era o lógico, e sempre julguei que as pessoas em quem aprendi a confiar (sim, porque a confiança vai-se construindo) seguiam os mesmos princípios. afinal estava errada.
não comento apesctos menos positivos da vida de ninguém a não ser com pessoas em quem confio, e quando digo confiar, quero dizer ter a certeza de que o privado partilhado assim se manterá.
tenho uma espécie de hierarquia de confiança, definida pelo nível de similaridade entre a minha personalidade e a do outro. há aqueles com quem falo abertamente sobre tudo, porque sei que mesmo não concordando me vão ouvir tentando ver o meu lado. há aqueles com que só falo de determinados assuntos, porque sei que têm uma visão diferente da minha e a vida não os ensinou a ver de outros ângulos. por aceitar e respeitar a sua maneira de ser aprendi existirem caminhos por onde não vale a pena ir.
ao apontar aspectos menos positivos não o faço (julgo) de uma forma negativa. faço-o argumentando sobre o porquê de achar determinado comportamento errado, tendo em conta a minha perspectiva da realidade. cada um vê com a mente que tem.
por me reger por estes princípios, pessoas que utilizam como tema de conversa, com fulanos, sicranos e beltranos, situações de vidas alheias - melhor dizendo, interpretações levianas destas -, das quais só tiveram conhecimento por lhes ter sido dada a partilhar da intimidade que só aos amigos se dá. pessoas assim causam-me uma enorme tristeza. só podem ser pessoas ocas de razão e vazias de sentimentos.
ter confiado e defendido (de supostas calúnias) uma dessas pessoas, primeiro deixa-me profundamente desiludida. segundo leva a que me adjective de inocente, crente, burra, totózinha. terceiro, e à terceira é que é, faz-me perceber que a errada não sou eu por confiar. errado é fingir que se é amigo de alguém e trair a sua confiança. errado é ter sempre palavras amigas que são apenas frases feitas. errado é apontar o dedo ao outro para mascarar a nossa própria falta de carácter. errado é não saber aprender nada com o tempo que nos é dado para viver.
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terça-feira, 3 de março de 2015
do meu bem querer - stop lightning let thunder begin
Aqueles que têm coragem para amar deveriam ter coragem para sofrer.
Anthony Trollope
há coisas que vão acontecer. então que aconteçam de uma vez. se é para sofrer - por mais insano que a nossa mente considere esse sentimento - que comece rápido para acabar o quanto antes. sem princípio é impossível o fim.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
super canquinha uma heroína muito fraquinha
hoje dormi bem, uma das primeiras noites em que tal aconteceu desde a época pré Natal (já por aqui contei que é das alturas mais dolorosas do ano para mim), e acordei bem-disposta;
hoje, à minha boa maneira de distraída crónica, deixei ficar o almoço em casa (haverá alguma relação de proporcionalidade inversa entre o aumento do bem-estar e a diminuição dos níveis de atenção?);
hoje almocei uma sande de atum sem ovo, fiquei desconsolada. nesta condição resolvi fazer algo que não fazia há meses;
hoje bebi um café, ainda ponderei um pingado, mas não resisti e tomei café, comprido mas café (que saudades do cheiro, do sabor, soube-me tão, mas tão maravilhosamente bem);
hoje após beber o café avisei quem estava comigo, tinha bebido café, era possível que até paredes subisse (vítima da ansiedade, como também já aqui contei que sou, o café altera o meu sistema nervoso);
hoje nem sequer tentei subir paredes, hoje, não sei se por efeito do café, lancei mãos a uma tarefa bem mais difícil. hoje quis que duas pessoas de quem sou amiga e que não se entendem o fizessem;
hoje (re)lembrei, algo que a vida já me ensinou, mas às vezes, muitas, eu esqueço. as pessoas não têm de ser todas amigas (por muito que nós gostássemos que assim fosse) e não há nada de errado nisso. gostar ou não é uma questão de afinidade entre personalidades, já aqui o tinha escrito, e nós gostarmos de duas pessoas não tem de significar que elas também tenham de se gostar entre si;
hoje percebi novamente que não sou tão descrente no ser humano quanto afirmo. a minha candidez dificilmente me vai abandonar, por muito que a vida pareça esforçar-se para tal, ela é a minha maior virtude, ela é o meu maior defeito... tenho dias, sou só um entre biliões de seres humanos.
super canquinha é o apelido com que, num dia que não hoje, a minha sobrinha, a minha doce T, me brindou. é tão mais fácil ser heroína no mundo das crianças.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
dejá vu, ou como os nós mais seguros são os laços
tenho para mim que a característica que mais complica a vida ao ser humano é
a capacidade de se expressar através da linguagem verbal, associada à falta de
capacidade de se pôr no lugar do outro. criam-se atritos totalmente
desnecessários, deve ser esse o preço a pagar por sermos seres tão evoluídos,
toda a moeda tem um reverso! eu pessoa com tão débil capacidade de expressão
verbal, mas de raciocínio ponderado e enorme vontade de perceber o outro,
começo o ano como acabei, no meio de fogo cruzado! embora, na minha opinião,
um dos lados se tenha portado menos bem não vejo razão para quebrar laços!
quarta-feira, 26 de março de 2014
desabafo, não há como duvidar que a estupidez humana é infinita...
este cantinho anda parado, tão desinteressante como autora...
eu sou uma pessoa insegura, acho sempre que não sou suficientemente boa, como pessoa, como mulher, como profissional, como familiar...
eu não tenho temas de conversa super-interessantes, não sou uma pessoa animada com quem os outros gostam de estar...
eu não tenho super-garra para defender os meus interesses, talvez nem sempre me esforce o suficiente para ajudar os outros, talvez me falte muitas vezes a coragem...
eu não sou boa a demonstrar os meus sentimentos, sou muitas vezes demasiado ríspida e pouco amorosa...
eu sou uma parva, eu julgo os outros pelo lado positivo, acredito que são sérios, acredito que são francos, acredito que não querem o mal alheio só por prazer, abro os braços, recebo-os, ajudo-os, eu quero sempre bem por defeito... no fim levo valentes pontapés no rabo, e um selo a dizer deixa de ser crente ó parva...
às vezes isto tudo assalta-me como um tsunami e vou-me abaixo...
afundo ainda mais quando sinto que outros, pessoas com graves falhas de carácter têm a segurança, a alegria, a garra, a determinação que a mim me falta...
sabem que mais ó hipócritas de merda, vão-se f., vocês não valem nada, têm muita alegria mas é fingida, têm muitos amigos, mas não gostam de ninguém, têm muita garra e determinação, mas ela está assente na necessidade de pisar os outros, ide-vos f. ó palhaços, vocês não sabem o que é carácter, personalidade, valores, não sabem o que é sair duas vezes à rua com a mesma cara, cara limpa e consciência tranquila, consciência vocês nem tão pouco sabem o que é, respeito pelo outro não usam…
obrigadinha ó parasitas, são pessoas como vocês que me fazem mandar a insegurança às favas, e ter muito orgulho do ser humano que sou.
a quem me lê, se ainda andar por aí alguém, as minhas desculpas pela pouco agradável partilha, mas a hipocrisia e a falta de carácter põem-me fora de mim, como não posso sair por aí a distribuir as lambadas que muitos papás pouparam aos filhos, desabafo...
sábado, 22 de fevereiro de 2014
paga o justo pelo pecador... ou, alguém me diz o site onde posso consultar as especificações dos seres humanos que cruzam o meu caminho (as minhas também, é que às vezes não sou capaz de me perceber)
a semana que passou andei estranha (ainda mais que o habitual), de dia genuinamente bem-disposta, de bem com a vida, à noite com ansiedade, regada a saudade e lágrimas...
na sexta-feira recebi um telefonema de alguém com quem já não falava há alguns anos, mais de nove. alguém de quem fui muito próximo. um ser humano bom em quem confiava sem reservas, com quem me abri aquando da descoberta da existência de seres humanos de natureza menos nobres - maus, mesquinhos, sem ponta de carácter, com toneladas de egoísmo, que quando apontam baterias para nós, mesmo que seja só porque somos quem está mais à mão de semear, acabamos marcados, tão marcados que mudamos... pese embora nos ensinem muito, nos ajudem a crescer, e sobretudo a perceber que o rumo certo é sermos diametralmente diferentes deles, sem o apoio de alguém disposto a dar-nos atenção, carinho e provas de ser merecedor de total confiança, tudo seria muito mais difícil -, tenho muito a agradecer-lhe, foi o meu porto de abrigo, a minha luz ao fundo do túnel.
anos, alguns desentendimentos entre pessoas que nos eram próximas, e muito silêncio após, venho a saber que sofreu um golpe duro e profundo. conhecendo como conhecia, sei que deve ter batido no fundo, deve ter demorado anos a recuperar-se.
em todos estes anos sempre imaginei que estivesse bem, curiosamente horas antes de me ligar pensei como estaria, na certeza que a vida teria seguido um determinado rumo, horas após soube que tudo foi bem diferente.
nestes nove anos que passaram sem nos falarmos, eu mudei, desiludi-me com as pessoas, deixei de ser a pessoa cândida com quem partilhou tanto... e agora, apesar de saber pelo que passou, uma dor que não merecia, porque era um ser maravilhoso, de sorriso disponível, de braços sempre abertos, de coração limpo, onde os segredos se guardavam em poços sem fundo. agora é com tristeza que dou comigo com medo de confiar. será que ainda sei alguma coisa da pessoa com quem falei? se pessoas com quem convivo diariamente me surpreendem, como posso acreditar que passados mais de nove anos, passado tanto sofrimento, esta pessoa se mantêm a mesma?
não gosto de pensar assim, tenho saudade do ser que já fui, mais simples, mais descomplicado, mais genuíno, tenho saudade de confiar sem reservas, de acreditar sem dúvidas...
terça-feira, 12 de novembro de 2013
se eu pudesse, se eu soubesse, escreveria assim
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
Alberto Caeiro, in Guardador de Rebanhos
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
Alberto Caeiro, in Guardador de Rebanhos
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
do peso dos momentos
tem sido uma semana "pesada" entre medos pessoais e laborais, penso demais, crio ansiedade demais, resultado, nervosismo e insegurança a mais, e o ciclo repete-se, on and on and on... ando com a cabeça a mil...
chego a casa e dizem-me, vai dar um beijinho à T, ela perguntou por ti antes de ir para a cama. bato à porta do quarto e oiço, É A CANCA, VEM DAR-ME UM BEIJINHO. :')
escusado será dizer que não lhe dei um, dei muitos, beijos, abraços, apertei-a com a certeza que é uma PEQUENA maravilha.
domingo, 8 de setembro de 2013
de que serve inteligência sem sensibilidade, para criar monstros?
"Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."
Charles Chaplin
Na história e nas nossas vidas há tantos seres humanos assim. Não raramente dou por mim a pensar que, não me sinto deste mundo, não me entendo com esta espécie de humanidade. Talvez fosse bem mais feliz se tivesse nascido numa tribo perdida no meio de uma floresta, longe de toda a dita civilização. Vivendo apenas com o objectivo de me manter viva a mim e aos meus, longe de lutas tão baixas por poder, dinheiro, estatuto, e outras aparências. Existindo de uma forma simples e livre de competições. Chamem-me pobre de espírito, chamam-me o que quiserem, eu só queria viver num mundo sem mentiras, sem hipocrisias, sem arrogâncias, sem egoísmos, sem insensibilidades. Utopia...
sábado, 7 de setembro de 2013
4 anos
sem a tua voz, o teu riso, a expressividade do teu olhar,
é com as tuas cores que eu sigo.
a cor dos lápis com que pintaste
são mais permanentes que tinta-da-china,
são mais coloridas que o arco-íris,
são mais vivas que a vida...
obrigada, meu pequeno príncipe, ensinaste-me tanto,
ontem, hoje, nos amanhã que venham,
tu serás a marca impressa na mais viva cor,
vives em mim, em todos os tons, amo-te.
terça-feira, 23 de julho de 2013
dark side
trago sentimentos estranhos dentro de mim, tanto as pessoas se entranham, como a seguir se estranham, quero amá-las como um todo, mas não deixo de encontrar motivos para não lhes amar partes, pergunto-me se serei só eu, ou se de vez em quando todos sentimos assim?! quero amar-me como um todo, mas só amo partes de mim...
sexta-feira, 5 de julho de 2013
sem ti
faltam-me as palavras, faltas-me tu, a inspiração que me trazes, na loucura dos momentos de felicidade, na insanidade dolorosa que me provocas, faltas-me tu, e sem ti na minha vida ela não tem o mesmo brilho, a mesma intensidade, o mesmo sabor, faltas-me tu, e morre um pouco da alegria que há em mim, e resnasce um pouco da melancolia de te recordar, a ti que me faltas, tu, só tu que és capaz de despertar a maior das coragens e o maior dos medos, tu, só tu, serei eu um dia capaz de aceitar viver sem ti? sei que me faltas, sei que vivo, a tua falta acompanha-me...
terça-feira, 2 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
se houver próxima vez...
não quero nada menos que isto, absolutamente adorável, tudo o que sempre quis foi ser "the prettiest friend" de uma beleza que até os cegos possam ver...
But if you ask me
The feeling that I'm feeling is overwhelming
And oh, it goes to show
I've so much to know
I wrote this for my prettiest friend
Who while trying not to prove that I care
Trying not to make all my moves in one motion and scare her away
Well she can't see she's making me crazy now
I don't believe she knows she's amazing how
She has me holding my breathe
So I'd never guess that I'm a none such unsuitable, suited for her
I know that I should be brave
Even pretty can be seen by the blind
I know that I cannot wait
Until the day we finally learn how to find each other
Redefining open minds
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sábado, 22 de junho de 2013
maybe, maybe not
às vezes acho que sou louquinha de pedra...
queria dizer tanta coisa, mas não me sai nada, não sei por onde começar, sinto tudo tão confuso, o que parecia ser não é, o que julguei serem mentiras afiguram-se agora verdades mais profundas, terei sido tão insensível quanto julguei os outros, ou estarei mais uma vez errada? dúvidas, dúvidas e mais dúvidas, muitas dúvidas, nenhuma certeza...
na medida em que cada um de nós é único e só realiza o mundo com os seus próprios olhos, sei bem que não há verdades absolutas, e que para compreender o outro teríamos de entrar no seu cérebro e absorver todas as suas realidades vividas e herdadas, isso é impossível, logo se o outro não se abre connosco é inevitável que o julguemos com os nossos olhos. os meus olhos sempre os julguei, e continuo a julgar sensíveis, mas a luz da sua sensibilidade não consegue ver para além das barreiras de fortaleza que lhe impõem... eu podia ter percebido mais cedo, julgo que sim, mas os olhos feridos tendem a olhar demasiado para dentro, e a tentar proteger o corpo que os sustenta. desculpa se não vi o que querias mostrar, se te obriguei a magoar-me profundamente até sentir os teus gritos mudos, desculpa por agora perante a verdade que se abre aos meus olhos não saber se terei coragem para te oferecer a minha ajuda, desculpa se no fundo da minha profunda vontade de te ajudar tenho medo de que não aceites...
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