Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de julho de 2015

do livro que eu li - fúria divina


um olhar sobre o livro sagrado dos muçulmanos, o alcorão. um olhar que nos faz ver as motivações em que assentam alguns actos, tão incompreensíveis, praticados em nome de deus. JRS entretém, informa, e deixa-nos simultaneamente a pensar no quão moldável é a nossa mente e  frágil a nossa existência.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Principezinho - a colecção do ❤

 chegou mais UM para a minha T :)
 
 
para juntar a ESTE 
 


 e ESTE
 
 
 porque O Principezinho tem sempre lugar na casa que é o nosso coração. :)
 
sendo que ela tem apenas 4 anos, lá terei de ser eu a primeira a (re)ler este novo elemento da família ;). estou mesmo a precisar de devorar um livro, depois de jesusalém, tentei ler Soldados de Honra, Lolita e reler Os Maias, e em nehum dos três consegui ir muito além das primeiras páginas! conto com o meu príncipe do coraçao para me ajudar a ultrapassar este inconseguimento.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

dia mundial do livro

ler faz ver

 
e eu que hoje não me presenteei com nenhum livrinho :(

segunda-feira, 20 de abril de 2015

do livro que eu li - jesusalém


é o meu segundo livro do autor e o segundo encanto. mia couto tem a capacidade de pôr em prosa poética questões muito pertinentes da existência humana. escolhi duas citações que retratam as duas realidades que mais me marcaram nesta leitura.

"Para Silvestre o passado era uma doença e as lembranças um castigo. Ele queria morar no esquecimento. Ele queria viver longe da culpa."
pág. 256
 
"Ela traía-se a si mesma com alguém que não amava.
- Por que aceitamos tanto?
- Quem?
- Nós mulheres. Por que aceitamos tanto, tudo?
- Porque temos medo.
O nosso maior medo é a solidão. Uma mulher não pode existir sozinha, sob o risco de deixar de ser mulher. Ou se converte ... numa ou noutra coisa. ... Tudo menos mulher. ... neste mundo só somos alguém se formos esposa. É o que agora sou, mesmo sendo viúva. Sou a esposa de um morto."
pág. 257
 
mia couto in jesusalém

 
a primeira revela a essência do livro. jesusalém gira à volta de uma personagem que se quis fazer renascer longe de tudo, para assim se tentar libertar de todos os seus fantasmas. mas os fantasmas vivem em nós! ao tentar perder-se do mundo que o atormentava, perdeu-se de si, encontrou a loucura. esta é apenas uma das formas de fugir do que nos atormenta, talvez a menos consciente. há tantas outras que o ser humano foi obrigado a inventar (sim, porque ninguém escolhe as características com que veio ao mundo), a crença em entidades superiores, o uso de substâncias aditivas (com ou sem prescrição médica), pôr termo à vida, infernizar a vida de outros... infelizmente, a verdade é que, a tentar fugir de nós mesmos enfrentamos o risco de nos perdemos de viver!
 
a segunda fala de uma realidade que sempre me incomodou. mulheres que não sabem existir sem homens. e não estou a falar de sexo. falo de senhoras para quem ser mulher não tem sentido sem a presença de um homem. bússolas para quem o norte é sempre o género oposto. mulheres para quem a opinião de um homem é sempre mais válida que a sua, ou de qualquer outra mulher. mulheres que se definem, e se vivem em função deles. recentemente durante uma formação pedi às formandas que se apresentassem, o objectivo do curso é dar-lhe ferramentas extra para enfrentar o mundo de trabalho, surpreendi-me portanto, quando além do nome, recebi apenas informações sobre o estado civil. interroguei-me que importância tinha tal informação e porque não indicaram por ex. o nível de escolaridade ou as profissões que já tinham exercido! realizei que, ainda há muitas mulheres a não saber ser sem a presença de um homem... infelizmente, deixei de me espantar com elementos do género feminino que se anulam para agradar a quem não lhes dá nada em troca, nem tão pouco respeito. deixei de me espantar com vítimas caladas de violência física e psicológica dos companheiros. percebi que não é uma questão de educação, extracto social ou formação académica, é algo tão inerente à natureza das mulheres - de cada vez menos, acredito - quanto o machismo o é à natureza dos homens. a existência de um não será certamente alheia à de outro.

terça-feira, 7 de abril de 2015

quando os livros... # 14

O que a memória ama, fica eterno.

Adélia Prado
Mia Couto in Jesusalém, pág. 135

segunda-feira, 2 de março de 2015

quando os livros... #13

Porque certas pessoas, por mais que se esforcem, parece que dão mau olhado àquilo que plantam, enquanto que outras têm esse dom de fazer prosperar tudo o que sai das suas mãos.
pág. 219

... 34 anos. Demasiadamente  velho para se permitir ilusões, demasiadamente novo para se conformar com a falta de ilusões.
pág. 260
 
Miguel Sousa Tavares in Rio das Flores

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

do livro que eu li - Fernando Pessoa

 
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.

Dá-me mais vinho, porque a vida é nada
 
citação de poema de Pessoa, pag. 421
 

embora não seja apreciadora de poesia, a partir de certa altura da minha vida adulta passei a sentir um certo fascínio por Pessoa, ou melhor, por um dos seus heterónimos, Alberto Caeiro. senti que ele transpunha para palavras, o que eu hoje sentia e no passado considerava ridículo.

ler o Fernando Pessoa de Sónia Louro é perturbante, e assim sendo parece-me que a autora soube transpor para o papel a alma deste senhor. julgo ter sido a primeira vez que, ao ler um livro, dei por mim a imaginar como terá sido difícil o processo de escrita. como conseguiu a autora entrar de tal maneira no sentir de outro, e logo um ser humano tão único, e transpô-lo para o papel com tamanha sentido de realidade? este livro pareceu-me uma conversa com Pessoa, e para mim que partilho algumas das suas angústias, foi dura, violenta de tão lúcida! 
 
partilho com vocês algumas das angústias que partilhei com o Pessoa a quem Sónia Louro deu vida:
achar-se feio e vestir bem para esconder a feiura;
não acreditar que era genuinamente amado, porque nele não há nada que desperte interesse;
ter dúvidas sobre o que sente, ou se será capaz de amar verdadeiramente;
ter muita dificuldade em concretizar, pensar muito e agir pouco;
sentir-se pouco à vontade no contacto pessoal e no contacto com grupos de pessoas;
achar que a origem da infelicidade é o excesso de lucidez, o pensar demais, e de tão lúcidos sermos tornámo-nos diferentes, loucos;
as coisas são sempre mais interessantes enquanto não as temos, o concretizado nunca chega aos pés do sonhado, e por isso somos eternos insatisfeitos;
a infância é altura mais feliz do ser humano, aquela em que não "pensámos".
 
aconselho a leitura. a quem como eu sofre de angústias, inseguranças  e afins, deixo uma dica: façam-no numa época em que a vossa mente ande calminha :P

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

quando os livros... # 12

À vezes julgamos que as pessoas são décimos de lotaria: que estão ali para tornar realidade as nossas ilusões absurdas.
pág. 372

- Há decepções que honram quem as inspira.
pág. 408

As pessoas estão dispostas a acreditar no que quer que seja em vez da verdade.
pág. 456
 
Carlos Ruiz Zafón in A Sombra do Vento
 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

do livro que eu li (ainda em 2014) - As Intermitências da Morte

 
Saramago revela toda a sua genialidade nesta obra, uma reflexão profunda sobre a condição de ser humano. uma sátira, a ridicularização do ser que pensa saber e poder controlar quase tudo. que perde o seu tempo com um inevitável e incontrolável gigantesco quase, perdendo-se assim também do caminho que pode dar algum valor à sua existência, o Amor.
 
(obrigada Lili)

domingo, 28 de dezembro de 2014

quando os livros... # 11

A Pilar, minha casa
 
Dedicatória de José Saramago in As Intermitências da Morte

sábado, 27 de dezembro de 2014

do livro que eu li - O Homem que Gostava de Cães


 
muito bom, um romance com enorme densidade histórica e ficcionada. um fio liga três personagens - vítima, verdugo e narrador. de uma forma lúcida é descrita a capacidade de um regime politico para moldar destinos. a qualidade do relato é tão boa que dei comigo dividida entre a vontade de continuar a ler e o não querer que o livro acabasse. se gostam de romances históricos leiam, é sem dúvida um dos melhores que já li. deixo a sinopse, será bem melhor que a minha opinião para vos despertar o interesse.
 
Em 2004, com a morte da mulher, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, «o homem que gostava de cães» começou a confidenciar-lhe relatos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos. Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, e de como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do século XX.

Através de uma escrita poderosa sobre duas testemunhas ambíguas e convincentes, Leonardo Padura traça um retrato histórico das consequências da mentira ideológica e do seu poder destrutivo sobre a utopia mais importante do século XX.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

quando os livros... # 10

 
"... há uma outra forma de recordar... É a memória de um passado que se escreveu a ele próprio em nós, na nossa personalidade, e na vida em que pomos em prática essa personalidade... são essas memórias, mais do que qualquer outra coisa, que fazem de nós aquilo que somos...
É nas nossas vidas, e não nas nossas experiências conscientes, que encontramos as memórias daqueles que já partiram... A maneira mais importante de recordar os outros é ser a pessoa que fizeram de nós... Às vezes não merecem ser lembrados... Mas quando vale a pena recordá-los - ser a pessoa que eles ajudaram a criar e viver a vida que eles ajudaram a forjar, não é apenas maneira de os recordar; é a maneira de os honrar."
 
Mark Rowlands in O Filósofo e o Lobo pág. 54

quando os livros... # 9

"... os seres humanos são animais que acreditam nas histórias que contam acerca deles próprios.
... as histórias que contamos sobre nós próprios podem ser a maior fonte de discórdia entre os seres humanos. Da credulidade à hostilidade muitas vezes vai um pequeno passo."

Mark Rowlands in O Filósofo e o Lobo pág. 16

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

do livro que eu li - Marquesa de Alorna

 
Leonor de Almeida Portugal, Alcipe, Condessa de Oeynhausen, Marquesa de Alorna, a mesma pessoa em diferentes fases da vida. Senhora, sem dúvida, de um espirito privilegiado para uma mulher nascida na segunda metade do séc. XVIII. A essa época movimentou-se entre Lisboa, Porto, Paris, Viena, Avinhão, Marselha, Madrid, Gales e Londres.
 
Viveu numa altura conturbada da história mundial e portuguesa: o terramoto de 1755 e a reconstrução de Lisboa sob o comando do Marquês de Pombal; o Processo dos Távoras, de quem era neta, e que a levou a 18 anos de cativeiro no Convento de Chelas; a Revolução Francesa; a ascensão e queda de Napoleão Bonaparte; as invasões de francesas em Portugal; o exílio da corte no Brasil; a revolta Liberalista; a guerra civil, que opôs os irmãos D. Pedro e D. Miguel; o nascimento da monarquia constitucional no país; e a independência do Brasil.
 
Em épocas assim revelam-se grandes talentos em diversas áreas da cultura, a Marquesa teve o privilégio de conviver com Mozart, Boacage, Goethe, Luísa Todi, Lord Byron, Alexandre Herculano e Almeida Garret, entre outros, e de ver nascer monumentos nacionais como a Estátua de D. José I no Terreiro do Paço, a Basílica da Estrela, o Real Teatro de S. Carlos e o Palácio da Pena.
 
Embora tenha vivido os anos da sua juventude enclausurada num convento não restringiu o seu espírito a este espaço. Soube aproveitar os privilégios da classe em que nasceu, não só para se mover habilmente na corte e assim obter rendimentos - sem no entanto ter conseguido equilibrar as contas das suas casas, dada a necessidade de ostentação a que se habituou. Mas também para se tornar uma pessoa culta, informada e interessada pelos destinos do mundo, do país, e da educação. Ficou para a posteridade como mulher de paixões e convicções, defensora afincada da honra da sua nobre origem - primeiro a da família Távora, e depois do seu irmão Pedro de Almeida Portugal -, e defensora da cultura, em especial das letras, e da importância da alfabetização na educação das mulheres.
 
Esta é a ideia que criei da Marquesa de Alorna após ler o livro. Gostei mas tendo em conta a época em que esta personagem viveu esperava uma narrativa mais densa, um relato romanceado mais intenso.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

o livro que eu li - O Grande Gatsby


crítica social ao período pós I guerra mundial, a ascensão dos valores económicos em detrimento dos valores morais, mantem-se actual.

esperava mais de "um dos grandes romances do séc. XX", a trama e elenco de personagens pareceram-me pobres.

domingo, 2 de novembro de 2014

o livro que eu li - O Erro de Descartes


ouvi falar deste livro numa das primeiras fases da minha vida em que achei a emoção estar a ter um peso maior que a razão. sabia-o, mas nada conseguia fazer, precisava descobrir o segredo que levaria o meu cérebro ao comando, pensei ter encontrado o caminho! era jovem... sabia tão pouco do ser humano e da vida! não o comprei na altura, mas manteve-se na minha wishlist, acabei por o comprar (certamente, em alguma promoção imperdível) há cerca de dois anos. este verão finalmente li-o.

como podem calcular é um livro científico, que em momento algum se propõe dar-nos ferramentas milagrosas para controlar a emoção e deixar a razão dominar,  por assim ser desculpo-me antecipadamente pela opinião redutora que vou partilhar, é apenas e só a de uma leiga em neurociência.

António Damásio demonstra através do estudo do nosso elemento mais complexo - o cérebro - que emoção e razão não existem isoladamente, mas sim como parte de um todo, o nosso eu. o nosso cérebro não toma decisões per si, precisa da referência de um corpo para "sentir" o mundo e de um meio social para "construir" referências de actuação. para melhor compreendermos o livro o autor define os seguintes conceitos: 

razão- capacidade de pensar e fazer inferências de um modo ordenado e lógico.

racionalidade- qualidade do pensamento e do comportamento que resulta da adaptação da razão a um contexto pessoal e social.

emoção - conjunto de alterações que ocorrem quer no corpo quer no cérebro e que normalmente é provocado por um determinado conteúdo mental.

sentimento - percepção das alterações associadas às emoções.

embora seja daquelas pessoas que tem a enorme tendência para considerar a emoção como algo de irracional, processado sabe-se lá em que parte de nós, foi impossível ao longo da leitura não ter a sensação que a teoria sustentada por Damásio é perfeitamente lógica e até da ordem do (meu) senso comum! exemplifica bem essa noção o trecho abaixo, o qual aborda um assunto que muitas vezes me ocupa a mente, e que parece ser invisível a muitos. seremos nós os responsáveis pelas nossas acções, ou o que somos é em grande medida definido pelas nossa carga genética? e se assim é até que ponto somos os reais responsáveis pelas nossas acções consideradas anormais?

A diferença entra as doenças do "cérebro" e "da mente", entre problemas "neurológicos" e "psicológicos" ou "psiquiátricos" é, infelizmente, uma herança cultural que ainda hoje marca a nossa sociedade e a medicina. Reflecte uma grande ignorância básica no que toca ao cérebro e à mente. As doenças cerebrais são encaradas como tragédias que atingem pessoas que não têm qualquer culpa pelo seu triste estado, enquanto as doenças mentais, sobretudo as que afectam a conduta e as emoções, são vistas como inconveniências sociais de que os próprios doentes são culpados. Os doentes são assim culpados pelas suas falhas de carácter, ou pelo deficiente controlo emocional. (pág. 72)

emoção e razão que conclusão? impossível, por enquanto, definir o que nos faz pensar e sentir de determinada forma, o segredo está quase certamente escondido no muito que há por saber sobre o nosso cérebro. sabemos no entanto que este só "pensa" em função das mensagens que o "sentir" do corpo lhe transmite, quando inserido em determinado ambiente.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

quando os livros... #9

Quando te sentires com vontade de criticar alguém, lembra-te disto: nem todos tiveram neste mundo as vantagens que tu tiveste.

F. Scott Fitzgerald in O Grande Gatsby, pág. 5

terça-feira, 16 de setembro de 2014

do livro que eu li - o outro pé da sereia



A saudade é uma tatuagem na alma: só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós.
pág. 262

o primeiro livro que li de Mia Couto, parti sem grandes expectativas, cheguei ao final maravilhada. a escrita é poética, cheia de imagens e evocações, faz sorrir, reflectir e acabar com vontade de começar de novo.

dois tempos que se cruzam, tempos que partilharam o mesmo espaço. um espaço no qual se forjaram muitos mundos. vidas que se cruzam, se perdem, se encontram, se reencontram, se reinventam. Moçambique. todo o presente tem passado e marca o futuro.

por mais que tente escrever sinto faltarem-me as palavras para descrever a beleza, sentir e sentido(s) deste livro.

o outro pé da sereia entrou para a lista dos livros que me encantaram, e que um dia vou querer reler, reabsorver, reinterpretar...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

do livro que eu li - O Sino da Islândia


estando de férias achei por bem viajar até à Islândia. fiquei a conhecer um período da história deste país - finais séc. XVII - ínicio séc. XVIII -, a essa época uma colónia Dinamarquesa, um dos lugares mais miseráveis para viver, onde a população de tão pobre que era acreditava ser isso que merecia. apesar de dominados sente-se, no entanto, uma enorme força neste povo, proveniente do seu misticismo, e da importância que davam aos antigos escritos das sagas dos seus antepassados. o romance é baseado em factos e personagens reais. desta viajem a uma Islândia de outros tempos resultou o fortalecimento das vontade de conhecer o país de hoje.

sábado, 23 de agosto de 2014

dos livros que eu li - Steve Jobs & Diário de Inverno



dois homens de mundos diferentes, ciências e letras, dois livros, um ponto de contacto na minha apreciação. a parca importância dada à descendência, como se esta cedesse lugar à obra!