Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

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quarta-feira, 25 de março de 2015

caixinha de música da canca ♫ 32 - lay me down

sam smith e jonh legend
(red nose day)

 
impossível não me encantar com o olhar e sorriso das crianças

terça-feira, 3 de março de 2015

do meu bem querer - stop lightning let thunder begin

Aqueles que têm coragem para amar deveriam ter coragem para sofrer.
Anthony Trollope
 
 
 
há coisas que vão acontecer. então que aconteçam de uma vez. se é para sofrer - por mais insano que a nossa mente considere esse sentimento - que comece rápido para acabar o quanto antes. sem princípio é impossível o fim.
 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

no final... quem escreve o guião somos nós!

dificilmente o fim de uma relação amorosa acaba em amizade, dizem, eu não percebo, acredito, vejo, mas continuo a não perceber.
não há amor sem amizade. não há amor sem momentos felizes, muitos felizes. não há amor que não nos traga recordações que nos deixem um sorriso estampado no rosto. se o amor acabou, se transformou, porque não simplesmente assumi-lo? porque não dar a hipótese a cada um de seguir o seu caminho carregando na bagagem uma montanha de bons momentos e no coração alguém especial? 

há sempre uma parte que sai mais magoada, sofre mais, sim, mas degradar a relação contribuí em algo para amenizar esse sentimento? 

eu acredito na amizade após o fim de uma relação. basta as pessoas serem sinceras o suficiente para assumirem/aceitarem a mudança do sentimento que os unia. basta respeitar os sentimentos do outro e tentar compreende-los. basta ser altruísta o suficiente para dar ao outro a liberdade de já não nos amar, mesmo que isso implique a enorme desilusão de sabermos não ter correspondido às suas expectativas, mesmo que isso implique saber que encontrou alguém que o preenche mais que nós. basta esforçarmo-nos por perceber que cada um ama à sua maneira, cada um encontra encanto em características diferentes, que o deixar de amar não implica nunca ter amado verdadeiramente, o deixar de amar não anula continuar a querer bem, admirar, nutrir um imenso carinho, uma imensa e verdadeira amizade. 

não percebem porque penso assim, penso e sinto. talvez seja porque prefiro lembrar as pessoas por tudo de bom que partilhamos. talvez seja porque me esforço por aceitar as escolhas dos que amo. talvez seja porque lhes quero bem em tal medida que os quero livres de escolher como e com quem se querem fazer felizes. talvez seja porque ao contrário daqueles que se amam acima de tudo, não me amo o suficiente, e se para os primeiros é inaceitável deixarem de ser especiais, para mim é apenas a confirmação de algo que sempre soube.
não sou ingénua ao ponto de achar que todas as relações podem acabar em bem. não podem é certo, pelo simples facto de que o mundo está cheio de pessoas malformadas, para as quais amar é sinónimo de usar, manipular, possuir, desconsiderar, com estes é impossível manter uma relação cordial. mas assim sendo, haverá alguma vantagem em dar-lhes, além da educação nos contactos necessários, o desprezo?
não percebem e ficam chocados quando digo que as relações amorosas podem acabar em amizade. o que eu não percebo são os pais que utilizam os filhos como forma de segurar ou atingir um companheiro que já não o ama. o que não entendo são os casais que insistem em manter relações de fachada em que nenhum dos dois é feliz. o que eu não percebo são as pessoas que criticam os outros por se terem separado e serem amigos, serem as mesmas que dizem se não fosse a casa, o carro, o churrasco, o painel solar e o trem-de-cozinha há muito estariam separados…
não percebo, a estranha devo ser eu...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

do pós doença

quando estou doente sou uma lamechas, se me querem apanhar de coração mole (se é possível ele ser ainda mais mole) é falarem comigo nessas alturas.
 
não sou de guardar rancores, mas também não gosto de ser pisada. Sou capaz de tolerar, aceitar e perdoar, o que não significa que se for preciso não corte em absoluto com uma relação. estive anos sem falar com uma pessoa, e só reatei a relação quando a pessoa me foi visitar ao hospital, num pós-cirúrgico. pese embora eu achasse que não tenha procedido mal, pedi desculpa, pedimos desculpa, chorámos, abraçámo-nos e morreu tudo ali. este episódio marcou-me para sempre, talvez por isso, sempre que estou doente parece-me mais fácil relativizar distâncias, e derrubar muros.
 
as doenças podem fazer-nos sofrer horrores, mas se quisermos, se estivermos dispostos, elas também nos podem ajudar a percepcionar as verdadeiras belezas da vida.
 
hoje já me sinto bem melhor, e acordei com vontade de dizer às pessoas o quanto gosto delas. por isso, pessoas especiais que por aqui passsam, fiquem a saber que moram no meu coração, obrigado por todo o carinho e atenção que me dispensam.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

srs de óculos cor-de-rosa e corações de ferro

Viver não é maravilhoso, a vida não é linda, pelo menos, não para toda a gente. Apenas alguns têm o privilégio de reunir condições para se fazerem felizes. Ou vivemos num mundo sem injustiças e desigualdades e só eu é que não dei conta?

Não me venham dizer que a felicidade é uma atitude interior, e que depende de nós. Sim, a felicidade é uma atitude interior, aquilo em que nos focamos - positivo ou negativo - muda a nossa forma de estar perante o mundo, dá ou retira força. Mas, sacia a fome? Cura doenças terminais? Liberta escravos? Acaba com as vítimas de guerras? Dá infâncias felizes a crianças abandonadas, maltratadas e exploradas? Dá a capacidade de viver àqueles que nasceram com deficiências profundas? Mostra aos cegos as belezas da natureza? Faz com que um surdo sinta a magia da música? Não. Porque a vida não é justa.

Não me digam também que para sermos felizes temos de deixar a bagagem para trás, porque os que se perdem do passado jamais terão a capacidade de evoluir. E que se eu fizer um balanço tenho muito mais vivências positivas que negativas. Eu terei, mas o mundo não sou só eu. Há pessoas que não têm nada de bom na vida, não é por eu ter que, vou fechar os olhos a tudo que me rodeia, e dizer  a vida é bela, a vida é maravilhosa. Quem esquece o que viveu, e fecha os olhos ao sofrimento alheio são os egoístas, os desprovidos de sensibilidade, os que alimentam a felicidade de falsidade. 

Dizem-me que sou revoltada, que não ganho nada com esta atitude. Não, eu não sou revoltada, sou generosa e sensível. E esta atitude permite-me ver além de meu umbigo, da minha realidade. Já senti na pele dores profundas, e no entanto não perdi a capacidade de amar, de me doer com dores alheias,  de julgar todos os seres humanos por igual, de me por no lugar dos outros, de desejar para eles na mesma medida que para mim. Aprendi que quando damos opiniões, conselhos, e dicas para se ser feliz, temos de ter cuidado, evitar generalizações. Verdades nossas podem magoar verdades alheias. O caminho de cada um é único, ninguém o sabe ou sente como/por nós.

Esta minha visão da vida pode parecer negra aos vossos olhos, é a realidade vista de olhos bem abertos, de emoções bem atentas, os meus olhos, as minhas emoções. Rotulem-me do que quiserem. Se forem honestos não hão-de chamar-me egoísta, nem hão-de chamar-me insensível. A dureza do que vivi não fez de mim uma pessoa mal-formada, pelo contrário fez de mim um ser humano melhor.

Em lugar de ficarem quietos com a vida maravilhosa e linda, tirem os óculos cor-de-rosa, amoleçam o coração, alarguem horizontes, aprendam a dar e a dar-se. Analisem, e adjectivem menos e ajudem mais.

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." - José Saramago

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

da estranheza do meu amor

 (mudei a imagem, tinha esta mais adequada)

Talvez tenha uma forma estranha de encarar o amor, é a minha forma. Acredito que amar é acima de tudo querer bem, e querer o bem, o do outro e o nosso em igual medida. Não se escolhe o que se sente, nós mudámos, os outros mudam, o que sentimos pelos outros muda, o que os outros sentem por nós também muda. Acredito que amar é aceitar, é ser verdadeiro, sempre e em todas as circunstâncias. Se alguém nos deixa, nos diz que deixou de gostar de nós, temos de aceitar, e deixar o outro seguir o seu caminho. Se gostamos de verdade, dói, dói muito, questionamos os porquês, sentimo-nos desiludidos, perdidos, injustiçados. Mas se o outro foi sincero, que mais podemos exigir? Que encene uma mentira para nos fazer feliz, vivendo ele infeliz? Se nos enganou, que interesse tem manter alguém assim ao nosso lado? Não quero, não suporto viver de ilusões, prefiro a verdade por mais dura que seja. Quero alguém que me ame como sou, e que se sinta livre para ser o que é, não entendo amor de outra forma. Seria incapaz de usar qualquer artimanha para prender alguém, eu não estaria feliz porque sabia não estar a ser verdadeira, eu não seria feliz porque saberia estar a manipular alguém, tirando-lhe assim a liberdade de ser feliz. Amar é querer bem, e quem quer bem não faz mal, não usa, não manipula, não mente. Acredito que se fossemos sempre francos as relações nunca acabariam em conflitos, mas este é o mundo em que vivem a minha cabeça, o meu coração, e as minhas acções. A relação que se mantém após o fim de uma relação é para mim a medida do amor que existiu. Já sofri muito, talvez porque acredite demais, porque não saiba fingir, mas a medida dos rancores que guardo é igual à do peso na minha consciência, não existe.

(escrito após ler este post da I.)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ela podia ser eu

conversa 2031

Ela - O meu marido gosta demasiado de mim.
Eu - Demasiado?!
Ela - Sim. Precisava que ele gostasse menos de mim, que era para eu conseguir gostar mais um bocadinho dele...
Eu - Confundes-me totalmente.
Ela - Isso é porque não percebes nada de desafio.
Eu - Que desafio?
Ela - Desafio, pá. Se um gajo não nos desafia em nada, perde o interesse.


Publicada por Bagaço Amarelo

ao ler esta conversa, no não compreendo as mulheres, senti-me espelhada nas palavras dela - tirando a parte do marido, como já por aqui disse, não acredito na contratualização de sentimentos. a expressão "gosta demasiado de mim", não pode ser entendida à letra, ninguém gosta demasiado, cada um gosta à sua maneira, o outro é que pode, ou não gostar de ser gostado daquela forma. empenha-se em mostrar que gosta, mostra-o constante e insistentemente, é neste sentido que compreendo a Ela. preciso, quero e gosto de me sentir amada, mas não quero de forma alguma que o outro se anule em função de mim, que abandone os seus gostos, crenças, ideais, sonhos, e vontades em função dos meus. podemos amar profundamente, mas não somos siameses, cada um tem as suas características genéticas e experiências de vida, somos pessoas diferentes. embora para amar precisemos de empatias e pontos de contacto, é muitas vezes nas diferenças que encontramos atracção, por vezes em características que nós admiramos, e não temos. uma boa parte da química nas relações amorosas, para mim, vem do fascínio que as diferenças do outro exercem em nós. quando quem ama se dedica demasiado ao parceiro, asfixia-o, não lhe dá liberdade de lhe sentir a falta, e como Ela diz, não o deixa gostar mais, porque o cansa, o satura.

acredito que as relações são feitas de presenças, mas não sobrevivem sem ausências, são feitas de dedicação, mas precisam de um pouco de indiferença, caso contrário caem na mesmice, na rotina, no enjoo.
descobri que sinto assim logo no meu primeiro namoro. o R era um rapaz muito popular, por quem muitas miúdas babavam, e a quem muitas passavam a vida a cercar. por força da atracção que exercia na minha melhor amiga acabou por entrar na minha convivência. a bem da verdade, não lhe achava grande piada, mesmo que achasse nunca o demonstraria por dá cá aquela palha, não é essa a minha maneira de ser. acho que foi por isso que ele reparou em mim. eu era diferente, não me oferecia. recordo o dia em que me dirigiu a primeira frase provocatória, a princípio senti-me ferida, mas não consegui de deixar de pensar nisso. surtiu o efeito que ele pretendia, de forma subtil e inteligente, sem o dizer disse-me "é em ti que eu reparo". seguiram-se muitos olhares e sorriso cúmplices, daqueles que tenho a certeza as bajuladoras nunca receberam. era de alguém assim que eu queria gostar, alguém que mostrasse gostar de mim não com os gestos mesmeiros, as cartas, as flores, a adulação, mas com subtilezas, atitudes e palavras que nos inflamam, mas nos deixam sempre uma réstia de dúvida. o R foi assim durante o pré-namoro, no dia em que oficializamos o namoro transformou-se radicalmente, parecia o meu sombra, fazia e existia em função de mim, um tédio. as minhas amigas adoravam-no, quantas vezes me diziam "ele gosta tanto de ti, e tu trata-lo mal". eu não o tratava mal, apenas mantive o meu comportamento, era o nosso código, a nossa linguagem, a nossa química. não consegui aguentar muito tempo, percebi não suportar amores pegajosos, preciso de pica, de desafio, não sei gostar, nem ser gostada de outra forma. o R nunca entendeu porque acabei, e desiludiu-me ainda mais profundamente ao me acusar de ter outra pessoa. acabei por perder toda a consideração que tinha por ele no dia em que me disse, "é de ti que eu gosto, só comecei a namorar com ela para te provocar, deixo-a quando quiseres".

não voltaram a gostar de mim assim, felizmente.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

se houver próxima vez...

não quero nada menos que isto, absolutamente adorável, tudo o que sempre quis foi ser "the prettiest friend" de uma beleza que até os cegos possam ver...



But if you ask me
The feeling that I'm feeling is overwhelming
And oh, it goes to show
I've so much to know

I wrote this for my prettiest friend
Who while trying not to prove that I care
Trying not to make all my moves in one motion and scare her away
Well she can't see she's making me crazy now
I don't believe she knows she's amazing how
She has me holding my breathe
So I'd never guess that I'm a none such unsuitable, suited for her

I know that I should be brave
Even pretty can be seen by the blind
I know that I cannot wait
Until the day we finally learn how to find each other
Redefining open minds

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Arístides de Sousa Mendes - Um Homen do bem

Já aqui falei sobre este Grande Senhor, quem no próximo fim-de-semana quiser dar um passeio até à zona Centro do país, aproveite e vá a Cabanas de Viriato no concelho de Carregal do Sal visitar a residência de família deste senhor, é uma lástima o estado em que se encontra, e é-o também a forma como os nossos governantes desde Salazar desprezaram primeiro o Homem e depois a memória daquele que deveria ser um dos maiores orgulhos da Nação. Ao ir vai ficar a conhecer um pouco mais da sua história e quem sabe falar com testemunhos vivos das suas nobres acções, se por cá o esquecem, aqueles a quem salvou a vida, e os que deles nasceram vêm até nós e prestam-lhe homenagem, mais informação em Fundação Arístides de Sousa Mendes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

de quem eu gosto

 
a vocês eu confesso, gosto de pessoas simples, que não julgam os outros, que não se acham superiores, que não têm pré-requisitos para escolher com quem se dão, não têm de ser os mais inteligentes, os mais bem dispostos, os mais bonitos, que sejam humanos, sensíveis, altruístas, verdadeiros, no meu mundo ideal todos seriam assim, como não há mundos ideais, aprendi a valorizar as características boas em detrimento das menos boas, talvez me falte aprender que há pessoas só com caraterísticas menos boas...
não procuro protagonismo, procuro amizade, não procuro mandar, procuro colaborar, não procuro superioridade, procuro igualdade, não procuro beleza, procuro autenticidade, não procuro grandeza, procuro simplicidade, não procuro receber, procuro a partilha...

sábado, 8 de junho de 2013

as vidas dos outros... são tão simples para mim...

Ao ler este post no cantinho da Lita, uma mulher de armas, a quem admiro, não resisti a partilhar, e foi inevitável não pensar, "se pudéssemos saber um pouco do que os outros vivenciam, será que mudaríamos as nossas atitudes perante eles?" É algo sobre o que me questiono frequentemente, e penso no quanto tendemos a ser tão levianos quando falamos com os outros. Quantas vezes já presenciamos, sendo parte activa ou não, um "então como estás?", e sentimos que não prestaram atenção à resposta? Ou que se coibiram de o perguntar por já a conhecerem? Ou o ouvir respostas bem diferentes da realidade sentida? A mim aconteceu já vezes demais. Vivemos num mundo frio e egoísta, em que cada um se centra demasiado em si, e pensa carregar consigo todos os problemas. Sempre os mais sofredores, nunca os mais privilegiados. Se deus está connosco é porque os outros merecem o diabo, e enquanto assim é está tudo bem, quando a roda vira logo se esquece tudo de bom que vivemos... Sempre que penso nisto vem-me à ideia a música dos Anaquim "as vidas dos outros", diz tudo...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

fiquei triste :(

Em resposta a um apelo há já algum tempo que pensava inscrever-me no banco de doadores de medula óssea, como para a semana vou à Invicta, estava a procurar informação sobre os locais onde posso fazê-lo, eis que me deparo com a seguinte informação:
"Para doar medula óssea é necessário ter entre 18 e 45 anos, pesar no mínimo 50 kg, não ser portador de nenhuma doença crónica ou autoimune, e não ter recebido transfusões de sangue desde 1980."
Eu não preencho os requisitos, fiz uma cirurgia à coluna em 1996 e nessa altura recebi duas transfusões de sangue... Posso apenas relembar o apelo àqueles que reunirem os requisitos.
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

vamos ser uma gota

a gota que pode fazer a diferença, para que o Rodrigo e todos os que o amam possam chegar a bom porto, porque as crianças são o melhor do mundo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

porque hoje estou em modo lunar

Imaginem
Que convivem com uma pessoa durante alguns anos;
Que durante esse tempo todo apenas mantêm conversas de circunstância e não passam de conhecidos;
Que do pouco que conhecem da pessoa, há características que apreciam e outras que abominam;
 ...
Que estão numa fase menos boa;
Que essa pessoa também está numa fase menos boa;
...
Que essa pessoa se aproxima de vocês;
Que na vossa maneira de ser gostam de ajudar os outros, e se dispõem a ser amigos dessa pessoa;
...
Que a pessoa diz que gosta de vocês;
Que vocês tentam fazê-la ver que está a confundir sentimentos porque está frágil;
Que a pessoa vos diz que não é isso;
 ...
Que vocês também são humanos, também têm fragilidades e se deixam levar por palavras bonitas…
Que vocês apesar de conseguirem ser amigos e aceitarem os outros, são pessoas com opinião, que dizem o que pensam, e que não estão dispostos a ser o que a outra pessoa desenhou para vocês...
Assim sendo acabam por levar com um belo pontapé no traseiro!
 
Imaginem!
Isto aconteceu mesmo, só a mim, eu e a minha mania de me preocupar genuinamente com os outros, de querer ser amiga, de gostar de ouvir os outros, de me apegar facilmente…

Agora imaginem que, continuam a conviver quase diariamente com essa pessoa, essa pessoa que agora sabem não saber nada de vocês, e que vocês ficaram a conhecer, essa pessoa que vos brinda com indiferença, vocês sofrem, mas são como as árvores, vocês ficam de pé…

Tudo o que queriam gritar bem alto fica calado, há pessoas que não merecem a verdade das nossas palavras, muito menos a dos nossos sentimentos, tudo isto doí, faz mossa cá dentro, e durante muito tempo não conseguem olhar na cara da pessoa, o vosso olhar queima, as vossas palavras são dardos…
 
O tempo passa, e vocês aprendem que o olhar pode dizer mais que julgavam possível, aprendem a gostar um pouco mais de vocês, aprendem que a verdadeira beleza está na capacidade de ser verdadeiro, de partilhar da dor dos outros, de ter prazer em dar … eu sou assim, eu não sei ser de outra maneira, but...
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

crianças especiais merecem pais especiais - solidariedade

 
Há já muito que este tema me andava na cabeça, porque já tive a honra de partilhar a vida com uma criança especial, porque tenho uma família próxima que sabe fazer sentir especiais os seus filhos, porque tenho um enorme carinho por todas as pessoas especiais, porque ninguém deveria nascer com limitações que impedissem de experienciar plenamente a vida, porque viver é um desafio, porque saber amar é um desafio ainda maior, mas se o soubermos aproveitar torna-se uma enorme honra.

Já vos falei muitas vezes do Meu grande amor, e nunca me hei-de cansar de falar, também ele era uma criança especial. O meu pequeno príncipe nasceu com uma diferença, mas a única limitação que tinha era não poder fazer esforços físicos, sempre conviveu bem com isso, porque desde muito pequenino lhe explicamos que não podia correr, saltar ou fazer outras actividades como as outras crianças. Ele soube adaptar-se e aprendeu a apreciar a natureza, os animais, as pessoas, encantava-se com a possibilidade de apreciar, e isso bastava-lhe. Ele foi feliz, foi muito feliz. Sei que nós família fomos parte essencial para a sua felicidade, sempre lhe explicamos que era diferente, mas não o privamos de nada, fizemos tudo para que experienciasses ao máximo a vida, amamos-te como merecias ser amado, como todas as crianças merecem, deixamos que sentisses o ser maravilhoso que eras, e tu deste-nos os momentos mais maravilhosos da nossa vida, fizeste de nós os seres humanos melhores que hoje somos. Orgulhamo-nos de saber que és, e serás sempre nosso, sempre especial, que a tua vida foi luz, e nunca, jamais deixarás de iluminar o nosso coração e a nossa alma.

Hoje através de vários blogues que me são queridos, tomei conhecimento do blogue de uma mãe especial que tem consigo uma filha especial e que a sabe fazer tão especial e querida como ela merece, é o Sentir Versus Sentidos, visitem e se puderem ajudar façam esse belo gesto, é o que eu conto fazer.

Um abraço do tamanho do mundo para a Luana e a sua mãe que sabe ser especial.

segunda-feira, 25 de março de 2013

ser solidário, consignação de IRS já retido

Tempo de fazermos o IRS, logo oportunidade de sermos solidários.
 
Partilho com vocês uma atitude solidária que mais que uma possibilidade, para mim é uma obrigação, 0,5% do nosso IRS retido pode ser doado a Instituições de Solidariedade, podemos pensar que este valor não é nada, mas nós somos milhões a trabalhar, e tudo junto é certamente representativo.
 
Eu tenho feito o meu donativo alternar entre duas Instituições, a Raríssimas, e a União Zoófila, escolhi-as porque actuam no âmbito de causas que me tocam profundamente, a ajuda a seres indefesos.
 
 
 
 
 

A Raríssimas apoia pessoas que nascem com o pesado fardo de uma doença rara, doença que na maioria dos casos os impede de experienciar plenamente a vida, nenhum ser humano merece tal pena, nenhuma mãe merece tal dor, nenhuma família merece tal sofrimento, sinto-me compelida a ajudar, estes seres humanos merecem-me o maior do respeito. Consultando o site vão verificar que, em 2012 conseguiram através da consignação do nosso imposto retido angariar 23 702, 14 €, uma boa ajuda!
 
 
A União Zoófila apoia animais abandonados, cães e gatos, para mim todos os seres vivos têm o direito de viver e ser felizes, os animais são seres vivos que partilham a Terra connosco, perante o planeta todos temos igual importância, sabemos que a realidade é bem diferente, os animais especialmente os domésticos são muitas vezes tratados como coisas. Como é que alguém consegue abandonar um cão, gato, ou outro animal com quem partilhou a vida? Não entendo, só sinto e percebo, que eles merecem ser ajudados.
 
Escolham uma Instituição que apoie causas que vos toquem, e por favor não percam esta oportunidade de ajudar.

domingo, 24 de março de 2013

cativar

Quem entra no meu recanto de partilhas, vê “O Principezinho” do grande Antoine de Saint-Exupéry, o meu livro mais querido, alguns dos que por aqui passam, e que como eu sentem a magia deste príncipe sabem que o adoro porque ele nos traz uma lição a cada leitura. Já perdi a conta às vezes que o li, ando com vontade de o ler novamente, o que me esperará? A cada leitura, novas visões se me afiguram, parece que aquela lição estava ali a pedir que eu a lesse e a entendesse, que a visse agora com novos olhos. Não é pouco frequente partes do livro me virem à ideia, guardo em mim a maioria das ilustrações que traz, o chapéu que, nas nossas cabeças formatadas só pode ser um chapéu, mas que aos olhos livres pode até ser um elefante engolido por uma serpente, que belo é o poder da imaginação. Um dos meus capítulos favoritos é sem dúvida o do Principezinho e da Raposa, e a importância de cativar.

“Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços.
- Criar laços?
Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um rapazinho inteiramente igual a cem mil outros. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…”

Cativar e sentir-se cativado é sem dúvida uma sensação maravilhosa, que nos enche o coração de alegria, nos aquece por dentro, nos ilumina por fora, faz com que nos sintamos parte, que nos queiramos bem, eu tenho absoluta necessidade de cativar e de me sentir cativada.
Cativa-me a simplicidade, o jeito genuíno de ser, a vontade de dar e de se dar, a gentileza, a necessidade de ajuda, o sorriso, o querer fazer os outros felizes e ficar feliz com a felicidade do seu igual, o amar a natureza, os animais, e os seres humanos respeitando todos de igual forma, a inteligência quando associada à sensibilidade, o querer ver o lado bom de tudo, o saber traduzir por palavras e atitudes os sentimentos, o falar com o olhar, a boa índole, o sentido de humor…
Porque cativo? Vêm-me à memória alguns rostos e algumas frases, e o meu sorriso abre-se de orelha a orelha, mas quem sou eu para falar disso!


Cativar é importante, cativem muito, não menos importante é, nunca esquecer a responsabilidade que cativar acarreta, e nunca, mas nunca desvalorizar os outros e os seus sentimentos. Há que cativar e deixar-se ficar cativo também!

quinta-feira, 14 de março de 2013