Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

terça-feira, 30 de abril de 2013

da cor de ontem

A amizade é como o mar, uma imensidão.



domingo, 28 de abril de 2013

de quê? De rasgar o peito. Com quê?

Tenho andado com esta música na cabeça, o poema é genial, o piano maravilhoso, a voz dá o toque que faltava. Adoro Mafalda Veiga, se bem que na adolescência a achava super irritante, há tanto que só a idade nos pode fazer compreender... isto é, se tivermos predisposição e vontade... de quê? De rasgar o peito. Com quê?
...
Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.

Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.
...


sábado, 27 de abril de 2013

I wonder...

No segundo em que me preparo para sair de casa um sr. pássaro resolve colocar-me uma máscara de guano no cabelo, toca de voltar para trás e lavá-lo, as tardes no campo também podem começar assim...


viver no campo é assim...

Na maior recta do meu percurso para o trabalho existe um sinal de perigo a avisar a possível presença de vacas, o sinal sempre me intrigou porque nestes seis anos nunca lá vi nenhum animal, ontem no regresso a casa foi o dia, parecia que estávamos  na Índia  tivemos de parar os carros (éramos só dois) e deixar as divindades passar, e elas metiam respeito, tinham cá umas cabeças artilhadas...


Esqueci-me de as fotografar, por isso partilho uma foto tirada em S. Miguel em 2007 - QUE SAUDADES - a diferença é que as de ontem eram todas castanhas, e eram menos.

Bom fim-de-semana.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

fiquei triste :(

Em resposta a um apelo há já algum tempo que pensava inscrever-me no banco de doadores de medula óssea, como para a semana vou à Invicta, estava a procurar informação sobre os locais onde posso fazê-lo, eis que me deparo com a seguinte informação:
"Para doar medula óssea é necessário ter entre 18 e 45 anos, pesar no mínimo 50 kg, não ser portador de nenhuma doença crónica ou autoimune, e não ter recebido transfusões de sangue desde 1980."
Eu não preencho os requisitos, fiz uma cirurgia à coluna em 1996 e nessa altura recebi duas transfusões de sangue... Posso apenas relembar o apelo àqueles que reunirem os requisitos.
 

presa de mente

sento-me, sinto o tempo
pudesse eu estar longe
deixar para trás este momento
partir para longe do pensamento
 
levanto-me, espraio o olhar
quisesse eu voltar
ver o horizonte sem alcance
sentir-me sem mente num relance
 
parto, estou longe, cheguei
assentasse eu pés em terra firme
deixaria de ser livre
voltaria onde sempre estive
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

deve ser do cheiro a cravos

que não sinto, faz-me falta certamente, adoro cravos, deve ser por isso que hoje só acerto na ferradura,  assim sendo resolvi ficar a deprimir, tenho dias assim... de liberdade condicionada.


liberdade!

Eu não sou livre, enquanto pessoa sou e serei sempre escrava dos valores de que não abro mão, enquanto cidadã portuguesa sou escrava de senhores que são eleitos por nós, mas que não governam em função de nós, de uma democracia que de poder do povo só tem o nome...
Não vivi a época anterior ao 25 de Abril de 1974, os relatos históricos mostram-nos que as pessoas não eram livres de demonstrar o que pensavam, não eram livres de viver como queriam, que eram violentamente reprimidas, havia miséria no povo, haviam grandes ricos, pergunto-me se hoje é muito diferente? Somos livres de nos expressar e de viver como queremos, ou pelo menos não somos reprimidos com violência, mas continua a haver muita miséria, cada vez mais, continuam a haver os grandes ricos, cada vez mais. O que fez a democracia pelo povo português? Por alguns quantos, aqueles que se profissionalizaram na políica e no lambe-botismo fez muito e fez muitos, mas pelo povo, por todos nós enquanto nação? Não conheci o povo que éramos antes da revolução dos cravos, mas o que somos hoje é um povo com muito pouca cultura, pese embora os elevados níveis de habilitações literárias e de drs e engs, um povo tendencialmente mesquinho e comodista, que fica feliz por ver o outro na lama, que maldiz os que conseguiram ser algo, mas que não mexe uma palha para fazer/ser algo, que só sabe olhar o seu umbigo, um povo que quer viver à custa do estado, mas foge por todos os meios a contribuir com a sua parte, um povo sem consciência política, que vende o seu voto por jantaradas e electrodomésticos, um povo pouco educado, que acha que é na base da estupidez que melhor se resolvem os problemas, um povo sem horizontes, que pára para ver jogos de futebol e mulheres que vendem o corpo...
É com tristeza que escrevo este post, e não estou com ele a insultar os portugueses, tenho orgulho de ser portuguesa, mas tenho muita pena que os senhores que tomaram as rédeas do nosso pais pós revolução que hoje é efeméride, não tenham sabido levar este povo, que um dia foi tão heróico, que navegou novos mares, que descobriu novas terras, um povo que já foi senhor de meio mundo, a melhor porto, que estes senhores em vez de usarem a liberdade para nos guiarem à grandeza de outros tempos, tornaram-nos numa reles sombra do que um dia fomos, escravos de outros que souberam usar a sua liberdade, e crescer como povo, como nação...
Diz o ditado popular que o exemplo tem de vir de cima, enquanto os nossos governantes continuarem a usar a liberdade em seu proveito próprio, nós povo nunca deixaremos de ser escravos.

Bom feriado

quarta-feira, 24 de abril de 2013

pedaços de nós

Nos locais onde trabalhei sempre tive um placard onde além de colocar lembretes de serviço (não fosse a distracção crónica manifestar-se) colocava fotos, impressões de e-mails, poemas, frases... que me inspiravam, que me roubavam sorrisos, bocados de recordações, que a cada olhar me lembravam pessoas que não estão comigo fisicamente. No meu actual local de trabalho não tenho nenhum placard, mas guardei numa capa esses "pedaços", um dia desta semana abri a capa, os flashes de momentos vividos foram imediatos, como se um projector de slides tivesse sido accionado na minha mente, aqueles pedaços de papel, sem aparente importância, mutilados pelos pioneses, são na realidade pedaços da minha vida, retratos de momentos e sentimentos, rasgos de sorriso no meu rosto, suspiros de melancolia...
 

vamos ser uma gota

a gota que pode fazer a diferença, para que o Rodrigo e todos os que o amam possam chegar a bom porto, porque as crianças são o melhor do mundo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

WOOK já fiz hoje

Aproveitei a campanha do dia do livro da WOOK, que melhor maneira de celebrar OS LIVROS que compra-los sabendo que de presente vamos poder ter outros a um preço mais leve?! Eu gosto bastante de ler, talvez não leia tanto como poderia, como deveria, mas tenho sempre vontade de comprar novos livros, tenho sempre livros na lista de compras, tenho sempre livros na estante para ler.
Os livros dão-nos a oportunidade de viver outras vidas, de sentir outras realidades, de olhar com outros olhos, ajudam-nos a ver mais, a crescer...
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

o peão que gira

estou cansada, talvez perdida, sem saber por onde pára a razão, o que é certo ou errado, nem tão pouco sei se há certo e errado, parada num cruzamento onde há mais de quatro sentidos, será talvez uma rotunda com cem saídas, eu não sei para onde ir, que sentido tomar, dou voltas e voltas, entre revoltas e sorrisos, entre medos e angústias, tudo seria tão fácil se as pessoas quisessem… eu quero seguir em frente, estou farta de voltas que só me levam a encruzilhadas, eu sei o caminho, mas teimo em não segui-lo, era tão fácil bastava ser o que sei que seriam… a vida é tudo menos linear, as rotundas são constantes, as saídas são inúmeras, a sinalização é péssima… e eu não tenho sentido de orientação…

gosto

 
da surpresa, da magia, da energia, da alegria, da emoção,
das novidades, das expectativas, das possibilidades,
do entusiasmo, do encantamento,
do brilho no olhar, do sorriso fácil, do pulsar do coração,
dos começos,
seja qual for o fim, bons começos são assim...

domingo, 21 de abril de 2013

simpre es de noche

Cuéntame, cómo va cayendo el sol
Mientras hablas pensaré
Qué guapa estás, qué suerte ser
La mitad del cuento de un atardecer
Que observo al escucharte
Porque mis ojos son tu voz

Acércate, que cuando estemos piel con piel
Mis manos te dibujarán
Tu aroma me dirá tu edad
Junto a ti, unidos sin saber por qué
Seguramente se me note
El resplandor de una ilusión
Porque a tu lado puedo olvidar

Que para mí siempre es de noche
Pero esta noche es como un atardecer
Si logras que a la vida me asome
Tus ojos sean los que brillen
Y la luna que la borren
En mi eterna oscuridad
El cielo tiene nombre: tu nombre
Qué no daría yo por contemplarte
Aunque fuera un sólo instante

Hace frío, es tarde y tienes que volver
Hay alguien que te espera, seguro
Una vez más el tiempo se nos fue
¿Volverás? Dime si mañana volverás
Como lo has hecho cada tarde
Para contarme cómo muere el día

Y se marchó, ella se alejó de él
Pero como en las cartas... dos puntos, posdata
Se me olvidaba, no me presenté
Sólo fui testigo por casualidad
Hasta que de pronto, él me pregunto
¿Era bella, no es verdad?
"Más que la luna" -dije yo-,
Y él sonrió

Y ya jamás se harán reproches
Por intentar amanecer
No volverá a perderse en la noche
Porque su alma hoy brilla con más fuerza
Que un millón de soles
Pero su eterna oscuridad
A veces se le oye a voces
Qué no daría yo por contemplarte
Aunque fuera un sólo instante

Por intentar amanecer
No volverá a perderse en la noche
Porque su alma hoy brilla con más fuerza
Que un millón de soles
Pero su eterna oscuridad
A veces se le oye a voces
Qué no daría yo por contemplarte
Aunque fuera un sólo instante

Qué no daría yo por contemplarte
Aunque fuera un sólo instante

Este poema é lindo, simplesmente maravilhoso, com ele Alejandro Sanz encantou-me, apesar de não ser uma grande apreciadora do seu trabalho, não me canso de ouvir a interpretação deste belíssimo poema.


Bom domingo, deixem a luz brilhar...

sábado, 20 de abril de 2013

flores cá de casa - tulipas

partilho uma das belezas com que fomos presenteados.



a natureza é mestre na arte de partilhar.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

sentir (sem) sentido

tenho a certeza
que há coisas, lugares, pessoas, momentos que não me são destinados.
que há sentimentos que eu não sei sentir.
que há palavras que eu não sei dizer.
que há bocados de mim que se escondem atrás da minha vontade de mostrar.
que há atitudes que eu não sou capaz de tomar.
que há medos que eu não sou capaz de enfrentar.
tenho a certeza
que quanto mais penso saber mais tenho para aprender…
que quanto mais certezas tenho mais a vida me surpreende…
 

bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaa

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Da minha distracção crónica # 9

Nunca fui muito fã de saltos altos, mas nos dois anos que passaram fui atacada por um qualquer vírus e toca de comprar saltos altos, as botas este Inverno já ficaram no estaleiro, dos três pares que comprei só usei umas, e porque são bastante confortáveis. Com a chegada do calor lembrei-me de uns sapatinhos pretos fechados, muitos lindos (são não são?), cujo salto só tem uns meros 8 cm, e toca de os calçar hoje.

Se há uma coisa que aprendi logo no meu primeiro dia de estágio foi – NUNCA USAR SALTOS ALTOS EM DIAS DE SERVIÇO EXTERNO – além de estar sujeita a andar manhãs e/ou tardes inteiras na rua, agora trabalho numa zona rural e por vezes lido directamente com animais, hoje foi dia de serviço externo

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"a voz" portuguesa

Se Frank Sinatra foi considerado "The Voice", sem dúvida que Carlos do Carmo é "A Voz", ele que quando canta transmite vida e sentimento às palavras.
"No Teu Poema" letra, música e interpretação sublimes, inspira-me.
Ainda eu não tinha nascido e já esta bela melodia encantava, partilho.

anda

vamos deixar para trás este espaço que nos limita e nos separa, vamos abrir as asas e deixar que a brisa solte as velhas penas, vamos voar novos voos, vamos ver e apreciar novos lugares, vamos correr até ao mar, vamos sentir a areia colar-se-nos na pele, vamos abrir os olhos e deixar que o azul do céu se confunda com o azul do mar, vamos parar e deixar que a maresia nos ensine novos cheiros, vamos parar e deixar que o movimento das ondas ecoe dentro de nós, vamos tudo e isto e muito mais, vamos dá-me a tua mão…