Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

quarta-feira, 15 de abril de 2015

shit chat - conversas com berenice gustava # 1

eu: ...
má, má, má
MÁ

bg: :D :D
qt mais me bates, mais eu gosto de ti
acho que há uma musica assim
:P

eu: n conheço, será da capicua?
mazoquista, aposto q já viste as 50 sombras tantas vezes q deste cabo do dvd!
"deste cabo" é lindo n é?
dás cabo de mim
uí se alguém me diz isso n sei o que posso fazer...
:P

bg: :D
é lindo sim

eu: um dia destes ouvi umas miúdas a utilizar a seguinte expressão: "ele anda-me sempre a galar"
MEDO
esta junventude está perdida

bg: queriamos nós ser galadas
:P

eu: isso é pq tu és da cidade e n estás bem a ver q galar
é o acto sexual das galinhas, em que o macho se coloca por cima da fémea
assim por trás

bg: ui ui

eu: 'tás a ver? ou vais perguntar ao homem da sachola?

bg: é melhor
ele é capaz de me fazer um desenho
e pelo menos as galinhas dele devem ter nome
:P

eu: LOL
sem dúvida, pq galar com indigentes é inadmissível
é coisa de roto

terça-feira, 14 de abril de 2015

caixinha de música da canca ♫ 35 - looking too closely

fink

socorro fui beijolada (e gostei), ou, por favor alguém me arranja colegas de trabalho menos malucas

fui manietada para que me pudessem beijar à força (mas, com meiguice), isto perante uma audiência de três elementos do género feminino e um masculino. é o que dá ter umas bochechas tão deliciosamente apetecíveis, ou isso, ou haver gente que confunde sumo de uva com groselha. :P

segunda-feira, 13 de abril de 2015

caixinha de música da canca ♫ 34 - fade out lines

the avener, phoebe killdeer
 
 
esta música deve vibrar no mesmo comprimento de onda que eu, não resisto à batida

partilhar é bom: blog with drama inspiration

há quem diga que eu levo as coisas demasiadamente a sério. sei que penso demasiado, ao que parece naquilo que não devia. mas será assim tão errado tentar perceber o que se passa à nossa volta? dar importância à repercussão que o nosso comportamento tem nos outros e vice-versa. penso ser lógico valorizar o que nos é importante.

tenho vindo a aperceber-me que  ando a diminuir o número de cabeças dos meus cavalos de batalha. contudo, ao escrever o post de ontem, veio-me à ideia que quem ler o blogue pode achar que eu sou uma dramma queen. não é verdade. mas, é verdade que só consigo escrever sobre situações que mexam emocionalmente comigo. drama makes me write. foi com o intuito de desabafar que criei o blogue, permitindo assim parar de bater no ceguinho (que é como quem diz: azucrinar os tímpanos de pessoas amigas). escrevo aqui o que me vai na alma (não sei porquê escrevi lama em vez de alma) e prontos fica arrumado, não falo mais no assunto (vá, tento não falar mais no assunto).

o blogue é uma espécie de catarse, por isso não se enganem, eu não sou uma drama queen, detesto o papel de vitima, e não sei nem quero aprender a pedinchar atenção por pena. o meu coração pode ser de manteiga, mas a minha carapaça é de diamante. sou, portanto, uma rapariga preciosa, e às vezes, em estando bem dispostinha (sem neura, vulgo, com os ansiolíticos em dia) até divertida e capaz de roubar sorrisos, risos, gargalhadas e outras coisas mais (só não digo quais porque outra das minhas inúmeras qualidades é a discrição). :P

domingo, 12 de abril de 2015

confiança: crença na retidão moral, no carácter e na lealdade de uma outra pessoa

ninguém é totalmente bom, nem totalmente mau. por mais que gostemos de alguém, é da natureza humana encontrar defeitos no outro. em alguns esta característica - o dom de apontar o dedo porque eu sou o dono da razão - é dominante, noutros é inexistente, noutros um meio-termo. julgo encaixar-me nos últimos, esforço-me por não valorizar o que acho menos bom, especialmente quando há algo de muito bom. o muito bom para mim chama-se lealdade.
 
perceber que aquele alguém em quem confiei plenamente, que esteve presente em muitos momentos difíceis da minha vida (dizem que é nessas alturas que se conhecem os amigos. dizem, eu costumava acreditar, começo a duvidar!) me foi desleal é deprimente. levanta o véu da descrença. como é que alguém, que nos é tão próximo (haverá proximidade maior que a confiança?), pode agir de forma tão leviana connosco?
 
para mim há uma ética das relações, algo que define a forma como me relaciono com os outros. nunca falei sobre isso com ninguém, sempre achei que era o lógico, e sempre julguei que as pessoas em quem aprendi a confiar (sim, porque a confiança vai-se construindo) seguiam os mesmos princípios. afinal estava errada.
 
não comento apesctos menos positivos da vida de ninguém a não ser com pessoas em quem confio, e quando digo confiar, quero dizer ter a certeza de que o privado partilhado assim se manterá. 
tenho uma espécie de hierarquia de confiança, definida pelo nível de similaridade entre a minha personalidade e a do outro. há aqueles com quem falo abertamente sobre tudo, porque sei que mesmo não concordando me vão ouvir tentando ver o meu lado. há aqueles com que só falo de determinados assuntos, porque sei que têm uma visão diferente da minha e  a vida não os ensinou a ver de outros ângulos. por aceitar e respeitar a sua maneira de ser aprendi existirem caminhos por onde não vale a pena ir.
ao apontar aspectos menos positivos não o faço (julgo) de uma forma negativa. faço-o argumentando sobre o porquê de achar determinado comportamento errado, tendo em conta a minha perspectiva da realidade. cada um vê com a mente que tem.

por me reger por estes princípios, pessoas que utilizam como tema de conversa, com fulanos, sicranos e beltranos,  situações de vidas alheias - melhor dizendo, interpretações levianas destas -,  das quais só tiveram conhecimento por lhes ter sido dada a partilhar da intimidade que só aos amigos se dá. pessoas assim causam-me uma enorme tristeza. só podem ser pessoas ocas de razão e vazias de sentimentos. 
 
ter confiado e defendido (de supostas calúnias) uma dessas pessoas, primeiro deixa-me profundamente desiludida. segundo leva a que me adjective de inocente, crente, burra, totózinha. terceiro, e à terceira é que é, faz-me perceber que a errada não sou eu por confiar. errado é fingir que se é amigo de alguém e trair a sua confiança. errado é ter sempre palavras amigas que são apenas frases feitas. errado é apontar o dedo ao outro para mascarar a nossa própria falta de carácter. errado é não saber aprender nada com o tempo que nos é dado para viver.

da minha distracção crónica # 29

andreia

desculpa ter apagado o texto, era só (mais) um rascunho que eu publiquei sem me dar conta. :/

post mais arranjadinho, dentro das minhas enormes limitações, logo depois deste. ;)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

do filme que eu vi - a teoria de tudo

este é o blogue de alguém para quem o mais importante são os sentimentos. o respeito e a consideração que devemos uns aos outros na qualidade de seres iguais, e o amor, aquele sentimento especial que nos une a todos que nos são os nossos, familiares, amigos, aquele alguém.
 
amar aquele alguém (sem preconceitos e sem pré-requisitos) de forma pura e sincera, com e de verdade, não tem explicação. até podemos achar que são as características x ou y que mais nos atraem, e no fim de contas dar-mos por nós enamorados por uma pessoa que, não só as não possui, como é dona de outras que nos agradam muito pouco. isso não nos impede de amar. dizem que os opostos se atraem, dizem que o amor é cego, dizem... eu só digo que o amor, o verdadeiro, não tem explicação, não procura fins, exige apenas ser sentido e assumido, exige a coragem de ser vivido. não podem importar os nossos medos, nem as vozes de quem desconhece o que sentimos, tem de importar, acima de tudo, o bem querer de dois seres que se querem mais que tudo. e quando se quer a alguém mais que tudo (talvez até que a nós mesmos) cresce a disposição e aparece a força de enfrentar tudo e todos, derrubam-se todos os muros, escalam-se todas as montanhas.
 
 
inspirou-me a escrever estas palavras, Jane Wilde, a mulher protagonista da vida de quem nasceu o filme. quantos de nós seriamos capazes de amar com esta entrega? poucos, muito poucos! eu pessoa de sentimentos e de sinceridade, assumo, julgo não ser portadora de tal coragem. serei apenas mais uma a não saber amar sem preconceitos e sem pré-requisitos?! serei apenas mais uma a querer receber do amor mais do que estou disposta a dar?! talvez eu não fuja à regra, talvez Stephen Hawking tenha sido premiado com a excepção - aquilo a que poucos estão destinados - sentir-se amado incondicionalmente?! talvez, não sei, nunca fui pessoa de certezas.
 
há, no entanto, algo sobre o qual tenho poucas dúvidas, as mulheres são muito mais capazes de amar com e de verdade. olhem à vossa volta e vejam quantas mulheres jovens, bem apessoadas e inteligentes têm relacionamentos com homens mais velhos, homens com características físicas pouco agradáveis à vista, homens com problemas graves de saúde. eu olho e conto algumas. e não, não é por dinheiro ou porque procurem obter algum outro beneficio pessoal da relação, além de estarem com quem amam. e homens na mesma situação? eu não conto nenhum!

Para começar, gosto das mulheres. Acho que elas são mais fortes, mais sensíveis e que têm mais bom senso que os homens. Nem todas as mulheres do mundo são assim, mas digamos que é mais fácil encontrar qualidades humanas nelas do que no género masculino.
 
 José Saramago

talvez Pilar del Rio tenha sentido na pele o que é ser-se amado com e de verdade. José e Pilar é um dos próximos filmes a ver. 

entre nós # 89 - you and me

you and me - lifehouse

terça-feira, 7 de abril de 2015

caixinha de música da canca ♫ 33 - to love somebody

mazgani

quando os livros... # 14

O que a memória ama, fica eterno.

Adélia Prado
Mia Couto in Jesusalém, pág. 135

you don't know what it's like


às vezes pergunto-me o que queres de mim?
e respondo-me nada!
e é bom,
nada é pouco mais do quanto posso dar
e é mau,
tudo é muito menos do quanto desejo dar

quarta-feira, 25 de março de 2015

caixinha de música da canca ♫ 32 - lay me down

sam smith e jonh legend
(red nose day)

 
impossível não me encantar com o olhar e sorriso das crianças

terça-feira, 24 de março de 2015

da minha distracção crónica # 28

por norma trago sempre comigo pastilhas elásticas, para mascar (palavra linda) no final de almoço. acabo de almoçar vou direita ao bendito pacotinho, que se encontrava devidamente acondicionado na minha bolsa, abro-o e encontro... nada, vazio, ar. consumi a última pastilha do pacote e ainda assim guradei-o religiosamente - à espera de oportunidade de o depositar num ecoponto amigo!

segunda-feira, 23 de março de 2015

caixinha de música da canca ♫ 31 - e agora?

mikkel solnado e joana alegre

manhãs da canca

uma hora antes de o telemóvel tocar a despertar, estou bem desperta ansiosa que ele assinale a altura de me levantar, quando o bicho dá o tão ansiado sinal, desligo-o, enrosco-me mais um pouco e tenho tudo menos vontade de sair da minha caminha, e assim se passa mais meia hora.

sexta-feira, 20 de março de 2015

entre nós # 88 - who's gonna ride your wild horses

esta música lembra-me a amiga que um dia me adjectivou de arisca, já lá vão mais de dez anos. se ela ler isto possivelmente não se dará por culpada, nunca lhe falei sobre como essa recordação ficou gravada em mim. na altura não achei grande piada. ariscos são os cavalos que resistem a ser domados. depois percebi que ela tinha razão. eu não sou fácil, resistir é a minha defesa - protejo-me de rejeições, e protejo quem amo de desilusões. quando somos diferentes - ainda que só nós o vejamos - é difícil deixar-se levar. há uma necessidade imensa de sentir que o outro nos conhece plenamente, sem ilusões, enganos ou segredos, e que vendo-nos assim aceita, confia e se dá na única medida que o verdadeiro amor entende, partilhando-se (igualmente) por completo.

who's gonna ride your wild horses - U2






sexta-feira, 6 de março de 2015

sai mais um esqueleto do armário

quem será (o verdadeiro amor) - b4

 
(eu canto o refrão de olhos fechados como uma adolescente crente,
não contem nada a ninguém :P)

entre nós # 87 - encosta-te a mim

encosta-te a mim - jorge palma

 
 
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
...
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes, entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.