Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

segunda-feira, 19 de maio de 2014

youtube don't stop NOS now!

aqui há um tempo quando queria partilhar este vídeo publicitário da (falecida) Optimus não estava disponível no youtube. agora queria partilhar o da (recém-nascida) NOS e a história repete-se...
 
serei só eu a gostar do anúncio, e a ficar colada à televisão quando passa? a andar contagiada, desde sexta-feira passada, a cantarolar "Two hundred degrees, That's why they call me Mister Fahrenheit, I'm trav'ling at the speed of light, I wanna make a supersonic man out of you", serei?
 
se for, i'm having a good time! partilho a magia da música dos QUEEN. :)


sexta-feira, 16 de maio de 2014

entre nós # 48 - caruso

Te voglio bene assai
ma tanto tanto bene sai
è una catena ormai

este pedaço de refrão faz parte do meu repertório de cantarolices, no entanto, até ontem quando escrevi este post, não conhecia o nome da música, nem o do interprete. numa pesquisa rápida fiquei a saber que se intitula Caruso - nome de alguém que já me roubou muitos sorrisos, agradável surpresa - sendo o seu interprete original Lucio Dalla. conta também com interpretações por vozes magnificas como a de Andrea Bocelli e Luciano Pavarotti. a história da música é muito bonita, o poema lindíssimo, podem ler aqui. partilho um dueto entre o interprete original e o meu favorito.

Lucio Dalla & Luciano Pavarotti

quarta-feira, 14 de maio de 2014

dúvidas existenciais!

na berma da estrada um cartaz (apelativo) anuncia show lésbico, tendo em conta que estavamos numa terrinha do interior norte de Portugal, em tom de brincadeira, comento:

- Uau vocês estão muito modernos, já têm shows lésbicos!
- Onde é?
- Isso já não consegui ler.
- E são homens ou mulheres?
- (ahhhhhhh!!!!) Mulheres.

terça-feira, 13 de maio de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

conchita wurst, ou, da iludência do que os olhos vêem!

descrições para retratos robô é coisa para me deixar desconfortável. jamais conseguiria fazê-lo, não estando a olhar para a pessoa sei lá eu como são as sobrancelhas, o nariz, a boca, o formato do rosto! com sorte fixo a cor do cabelo, e algum sinal, se for assim daqueles tipo verruga com pelos em riste. de resto não me venham cá perguntar se o cabelo era pintado, as sobrancelhas feitas, o nariz de batata, a boca rasgada, as orelhas de abanico, isso para mim é tudo paisagem indefinida. ver com os olhos não é comigo!
 
o aspecto para mim tem a ver com o que a pessoa é, e não com a sua aparência, podem não acreditar, mas é como eu sinto. a visão serve-me apenas para reconhecer, é um acto reflexo. a partir do momento que alguém me cativa, eu deixo de ver essa pessoa com os olhos, quase literalmente! podemos partilhar minutos, horas, dias, anos ... que eu não saberia descrever a pessoa fisicamente. quem não me cativa raramente me leva algum olhar.
 
nós não somos a nossa figura física, somos as nossas atitudes. tenho pena que se supervalorize algo tão insignificante e efémero, em função de algo que permanece quando (já) não estamos.
 
o que é que isto tem a ver com a personagem conchita wurst? tudo. eu não conheço a pessoa, apenas vi a personagem, portanto posso apenas pronunciar-me em relação ao que vi. voz e interpretação. excelentes. um homem vestido de mulher, a usar barba. um personagem. e se não for um personagem? o que é que eu tenho a ver com isso? nada. em que é que isso prejudica alguém? em nada.
 
quem me consegue incomodar e muito são aquelas pessoas que, tendo assumido um compromisso com alguém, não se coíbem de o desrespeitar das mais variadas formas, mas isso, isso é considerado normal!
 
eu bem digo que a visão é o sentido que mais nos cega.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

entre nós # 47 - tina turner

tina turner, também conhecida como miss hot legs, a voz desta senhora tem uma garra inigualável, difícil escolher só uma música. :)

i don't wanna fight


i don't wanna lose you
 
 
 
miss hot legs com mr hot voice - tina turner & sting
 
on silent wings
 
 
só mais uma, não resisto :P
 
the best
 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

acabadinho de ler (há séculos :P) - Os Rapazes da Droga


quem me emprestou este livro descreveu-o de uma forma tão pouco lisonjeira que me levou a pensar não se tratar de uma leitura muito interessante, mesmo nada interessante. aceitei porque gosto de ler, coloquei-o no fim do monte dos a ler, e lá ficou ele sem grandes expectativas depositadas na sua leitura.
acabei de ler este e este livros mais ao estilo cor-de-rosa, e apesar de ter gostado bastante de ambos, achei por bem debruçar-me sobre ou tipo de leitura, uma mais real e mais realista. porque não pegar no do arrumador de carros drogado (forma como me foi referenciado)? peguei, e só o larguei quando acabei, li-o seguramente em menos de duas horas. a introdução fez-me ficar presa, concordo integralmente com cada palavra do autor, um profissional de saúde que há muitos anos lida com seres humanos iguais a ele, seres humanos esses que viram a sua vida cruzar-se com drogas duras, seres humanos que por razões invisíveis se tornaram adictos. ao contrário da sociedade, este ser humano psiquiatra entende que o facto de estes outros seres humanos serem adictos não os torna melhores, nem piores, torna-os diferentes, não menos únicos. a vida deu-lhes características tidas como não boas, não normais, não aceites, associadas a elas vieram rótulos, preconceitos, estudos e técnicas para os tornar bons, normais, aceites. eles contudo, indiferentes à sociedade, aos estudos, às estatísticas, vão-se afastando cada vez mais da dita normalidade... que os vê com os olhos da indiferença, vendo o todo sem conseguir ver que cada parte é única...
o autor diz, não ter pretendido chegar a nenhuma conclusão, nem elaborar nenhuma teoria, pretendeu apenas, digo eu, olhar com olhos que vêm!
um livro excelente, aconselho vivamente a leitura, a quem mo emprestou um muito obrigada… nem todos os livros são para todas as cabeças... nem todos os olhos conseguem ver!

da minha distracção crónica # 21

preparei a massa do bolo, untei a forma com margarina, verti a massa... só depois me lembrei que não tinha polvilhado com farinha.
 
ao desenformar a forma ficou forrada de bolo. com a cobertura o bolo ficou lindo e delicioso. :)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

eu ainda sou do tempo dos toques sem k!

toque: modo de dizer "eu tenho telemóvel e lembrei-me de ti", muito difundido no final da década de 90 do séc. passado e início do séc. XXI, que consistia em marcar no nosso telemóvel o número de algum colega e deixar chamar uma única vez.
 
nesta altura era muito frequente o uso da expressão "dar um toque", de repente deixou de se usar, ou fui eu que me tornei adulta?!

terça-feira, 6 de maio de 2014

caixinha de música da canca ♫ 11 - calm after the storm

the common linnets
 

este ano falei aqui da festa de família que era o Festival Eurovisão da Canção, por coincidência hoje estivemos a ver em família, aos anos que não acontecia... esta música ficou-me no ouvido e já toca em repeat, partilho...
 
não posso também deixar de partilhar a tristeza que a nossa música me despertou, e não me estou a referir ao estilo musical, mas sim à fraquíssima interpretação vocal e artística...

do dia da mãe

que não foi fácil, eu que já perdi a minha mãe, já aceitei que não vou ser mãe, que sei bem a dor de perder um filho, eu que daria tudo para ver os meus felizes...
 
não sei se foi a vida que me ensinou, se foi a minha combinação genética que me deu a capacidade de guardar as perdas, sem nunca as esquecer, de as sofrer e de as sentir como parte de mim, mas contudo conseguir seguir, às vezes de sorriso no rosto, outras de semblante carregado, contudo seguir... o que ninguém me ensinou, nem eu sou capaz de saber é ver os meus a sofrer sem sofrer também...
 
eu amo a minha mãe, porque sei que ela foi Mãe, mãe o melhor que podia, talvez eu não tenha sido a filha que ela desejou, mas hoje sei algo que me enche de orgulho, se ela estivesse connosco estaria muito orgulhosa da Família que somos, dos laços únicos que nos unem, e aposto que a filha mais nova, a mais terrível, lhe roubaria muitos sorrisos, e ao lembrar o sorriso largo dela os meus olhos choram, porque eu sei que me amava como uma Mãe sabe amar um filho.
 
a minha mãe teve a Filha, aquela que ela sonhou, a minha irmã, a relação delas era cúmplice, era de dedicação total, era de amor incondicional. a minha irmã dez anos passados não superou perda. a dor da minha irmã dói-me como se fosse minha, eu queria ajudar, queria saber dizer as palavras mágicas que pudessem amenizar a dor, queria saber ter as atitudes que a pudessem fazer sorrir, mas eu não sei, nem sei se tenho esse direito... cada um sente por si, cada um sabe o que as suas dores internas valem para a pessoa que é. eu amo a minha irmã como se de uma mãe se tratasse, tudo o que eu pude fazer no dia da mãe que passou foi ser solidária com a sua dor, que no dia 4 de Maio a apanhou como um vendaval, o meu dia não foi fácil, não foi cheio de sorrisos, nem de alegria, mas foi carregado de amor... o amor nem sempre nos faz sorrir...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ocasionalmente sou tão querida - a ponto das minhas atitudes me roubarem sorrisos - não percebo como pode haver pessoas que não me acham sempre adorável! :P

pleonasmo pérola (o boom, ou, a confirmação da minha distracção crónica)

... assim é mais depressa, e até pode ser mais rápido.

pleonasmo pérola (tive o privilégio de testemunhar a génese desta figura de estilo)

eu também faço cubos - referindo-se a batata frita - mas não assim, faço maiores, mais grandes.

entre nós # 46 - whitney houston

whitney houston foi a diva dos meus vintes, embora o encanto que tinha por ela tenha desvanecido com a passagem dos anos, não foi essa a razão que me levou a ainda não a ter incluído no entre nós.. mantém lugar cativo no meu coração e nas minhas recordações, e talvez por isso não conseguia decidir-me por uma música só...eis a solução encontrada. :)

i will always love you
(e os suspiros que o kevin kostner me roubou...)
 
 
the greatest love of all
(estou a tentar começar aprender...)
 
 
one moment in time
(momentos que ficam...)
 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

quando os livros... # 5

Esses rapazes, de boné ao contrário, barbas mal feitas, roupas sujas e olhar incómodo, arrumam carros num estilo indolente, fazendo já parte de uma paisagem urbana que alimenta tensões e vive em conflito.

O espectáculo visível convida à censura e a um eventual aproveitamento ideológico ou politico.

O invisível continua a alimentar as tensões e os conflitos, que um dia poderão servir de suporte a ódios mais violentos.

Esses rapazes, sem olhar triste ou contente, tão urbanos como os outros urbanos, mas visivelmente diferentes, serão o bode expiatório de muitas frustrações, e um objecto político perfeito para personificar uma qualquer “causa” num mundo de escassas “causas”.

Quando, por vezes, algumas pessoas perguntam a minha opinião sobre “o problema dos drogados”, costumo dizer que “eles são apenas o lado B de um disco que vende muito…” mas muitas pessoas não me entendem, pois aquilo que eu digo não condiz com o que é visível.

A raiz de uma árvore não se vê, e se a árvore for bonita será provavelmente o suficiente para colher a nossa admiração e para não duvidarmos da sua saúde e pujança.
É fácil pensar que um drogado é um infeliz ou um diabo, mas poucas vezes nos dispomos a procurar o lado invisível, a raiz, a pessoa, a história com as suas realizações e desrealizações, que constroem o sentido de um destino…
Este pequeno livro que me propus escrever tem apenas por objectivo o relato cru de algumas histórias (pedaços de histórias) que fui ouvindo, enquanto psiquiatra a trabalhar na área da toxicodependência.

Não se trata de um livro científico porque simplesmente não me apetece ser estatístico. Não pretendo dar respostas, nem apontar os caminhos para alimentar os superegos dos mais intolerantes. Tão pouco quero fazer a apologia do toxicodependente traumatizado e “coitadinho”, pois penso que, em grande número de casos, a toxicodependência é apenas uma das variantes da pobreza possível…
Acredito que a realidade é, muitas vezes, crua e destituída de justiça, sendo a Natureza essencialmente desigual.
Claro que é sempre útil ter uma utopia pois ela dá-nos esperança. Desde que nos diferenciámos dos outros primatas, essencialmente à custa dos lobos frontais do cérebro, começando a acreditar em coisas tão estranhas como o livre-arbitrío, tornámo-nos então ainda mais dependentes e ritualizados e coisodependentes e humanodependentes e toxicodependentes e utopicodependentes e etc…dependentes!
É costume dizer-se que a virtude está no meio… mais isso é apenas por comodismo ou covardia, porque a virtude pode estar em qualquer parte, incluindo nos estremos, embora dê sempre jeito, sendo menos trabalhoso e arriscado, procurá-la ou fixioná-la no meio…!
Para ser mais concreto faço as seguintes perguntas: – Serão os que sofrem menos os mais felizes? – Será que os que nunca perdem porque nunca jogam são mais válidos do que aqueles que vão a jogo arriscando-se a perder ou ganhar?
Muita gente não se “droga” não por possuir maior clareza de espírito ou auto conhecimento, mas apenas por “preferir” outras doenças moralmente mais válidas.
Outra gente, nunca pára de se drogar porque simplesmente tem medo e não é aventureira, a sua “normalidade” o seu “caminho do meio” é aquele que não ousa procurar a virtude no outro extremo!
Alguns doentes perguntam-me com angústia se são normais, outros sabem que não o são, mas querem que eu os drogue (legalmente) para o poderem ser…
Os normais, os verdadeiros, esses, é claro, não existem, pois a normalidade, como todos sabem, é pura abstracção matemática!...
A psiquiatria tem vindo a tornar-se cada vez mais estatística e então aquilo que era parecido ficou diferente e o que era diferente ficou parecido… refiro-me à evolução das classificações dos distúrbios mentais (e aos seus tratamentos).
Também elas (classificações das doenças mentais) deixaram de procurar o lado invisível da doença, contagiadas pela visibilidade desta nossa moda do 3.º milénio.
Por estes caminhos, vamos ficando com mais pele e menos coração, ficamos com mais factos e menos sentido para eles!...
Desta forma, ficamos com mais rapazes de boné ao contrário, mal barbeados e sujos, a arrumar carros, julgando logo que urge referenciá-los, tratá-los, e exterminá-los, para sermos todos felizes, iguais e assépticos.
Porque não acredito nisto, caro leitor, vou contar-lhe algumas histórias… histórias que “os rapazes da droga” me contaram…
Hernâni Carqueja in Os Rapazes da Droga

segunda-feira, 28 de abril de 2014

grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr - há dias assim

tento arrancar o carro em 3.ª - numa subida com inclinação bastante acentuada...

o fofinho do vizinho tem a sua carrinha, como sempre, estacionada à patrão, a impedir a passagem...

a MEO - ao contrário do que eles dizem, desde que deixou de ser TMN mudou e muito, para pior - insiste em roubar-me dinheiro...

sábado, 26 de abril de 2014

acabadinho de ler - Cão Procura Príncipe Encantado para Dona Espectacular


não resisti a este livro quando o vi, tal como não resisto aos sr.s cães que, se pudesse, alojaria todos numa casa nossa.
 
um livro super bem disposto, em que o herói canino, Hércules, relata a sua epopeia... e dá uns quantos tiros no pé, felizmente conta com a ajuda do seu fiel companheiro felino, Sr. Beck. no final a dona espectacular lá encontra um príncipe encantado, e logo do género dois em um, ideal para a dona e ideal para o cão. isto das epopeias também pede um bocadinho de sorte. :)
 
normalmente passo/acabo os livros a reflectir sobre algum assunto, afinal essa é parte da magias dos livros, contam-nos uma realidade e deixam-nos a pensar em muitas outras. este não foi excepção, e as relações humanas foram o tema, o que cada um deseja dos outros, o que valoriza, a dificuldade que às vezes temos em aceitar que os desejos dos outros são muito diferentes dos nossos, e no entanto isso não os torna menos válidos, ou menos interessantes... às vezes é preciso um empurrãozinho para as relações chegarem a bom porto, ou a saírem do porto de abrigo...

acabadinho de ler - O Sabor dos Caroços de Maçã

depois deste já acabei outro, e vou bem lançada noutro... mas isso é só um aparte.


um livro descontraído, uma viagem ao passado com cheiro a natureza e a maçãs, um encontro como presente...
 
não posso dizer muito mais, caso contrário conto tudo. apesar de ser escrito num registo descontraído acabou por me fazer reflectir sobre uma realidade que me deixa incomodada, me assusta mesmo. o envelhecimento. não o envelhecimento pelas mudanças físicas, mas a possibilidade de perda de capacidades, sobretudo mentais. a possibilidade de nos perdermos de nós próprios e do mundo que nos rodeia, e passarmos a ser só um corpo que (sobre)vive. o receio que mais me perturba é o de o ver acontecer aos meus, é assustadora a ideia de perder alguém que está connosco, uma dor imensa.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

entre nós # 45 - home

o meu caso de amor com músicas intituladas home

phillip phillips
 
 
daugthry


michael bublé

 
casa é onde o nosso coração se sente livremente preso.
estas músicas são parte da minha casa, prendem-me.
 há mais alguém a partilhar este meu amor?