mikkel solnado e joana alegre
Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin
Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry
A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo
Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre
segunda-feira, 23 de março de 2015
manhãs da canca
uma hora antes de o telemóvel tocar a despertar,
estou bem desperta ansiosa que ele assinale a altura de me levantar, quando o
bicho dá o tão ansiado sinal, desligo-o, enrosco-me mais um pouco e tenho tudo
menos vontade de sair da minha caminha, e assim se passa mais meia hora.
sexta-feira, 20 de março de 2015
entre nós # 88 - who's gonna ride your wild horses
esta música lembra-me a amiga que um dia me adjectivou de arisca, já lá vão mais de dez anos. se ela ler isto possivelmente não se dará por culpada, nunca lhe falei sobre como essa recordação ficou gravada em mim. na altura não achei grande piada. ariscos são os cavalos que resistem a ser domados. depois percebi que ela tinha razão. eu não sou fácil, resistir é a minha defesa - protejo-me de rejeições, e protejo quem amo de desilusões. quando somos diferentes - ainda que só nós o vejamos - é difícil deixar-se levar. há uma necessidade imensa de sentir que o outro nos conhece plenamente, sem ilusões, enganos ou segredos, e que vendo-nos assim aceita, confia e se dá na única medida que o verdadeiro amor entende, partilhando-se (igualmente) por completo.
who's gonna ride your wild horses - U2
terça-feira, 10 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
sai mais um esqueleto do armário
quem será (o verdadeiro amor) - b4
(eu canto o refrão de olhos fechados como uma adolescente crente,
não contem nada a ninguém :P)
entre nós # 87 - encosta-te a mim
encosta-te a mim - jorge palma
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
...
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes, entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
...
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes, entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
quinta-feira, 5 de março de 2015
sabes que é amor...
quando tens vontade de o chamar cão. e não é porque ele abana o rabinho quando te vê. :P
(um dos meus 159 rascunhos, resolvi dá-lo à luz por me ter roubado um enorme sorriso)
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coisas encantadoras,
crazy stuff,
sobre mim,
that look in your eyes
terça-feira, 3 de março de 2015
do meu bem querer - stop lightning let thunder begin
Aqueles que têm coragem para amar deveriam ter coragem para sofrer.
Anthony Trollope
há coisas que vão acontecer. então que aconteçam de uma vez. se é para sofrer - por mais insano que a nossa mente considere esse sentimento - que comece rápido para acabar o quanto antes. sem princípio é impossível o fim.
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olhar para dentro,
that look in your eyes
segunda-feira, 2 de março de 2015
dúvida existencial - o que somos é diferente do que os outros vêem
já sentiram que incomodam alguém, muito embora - na vossa cândida maneira de ser - não descortinem razão para tal?! sensibilidade ou paranóia?!
if they only knew
do filme que eu vi - a culpa é das estrelas
apesar da mensagem que transmite - a vida é o momento, há que aproveitar cada um (pode bem ser o último, independentemente da saúde de que julguemos gozar) e sem amor (em todas as suas formas) a vida não tem a mesma cor ou sabor - na minha opinião perde valor por ter um argumento demasiado surreal. não só o aspecto físico do casal que protagoniza, dois doentes com cancro em fase terminal, como o ambiente que os rodeia é exageradamente cor-de-rosa. há alegria a mais, por muito que se encare de forma positiva uma doença, ela tem sempre muito de dramático, de duro, de cruel e essa realidade foi posta de parte em demasia. fechar os olhos à realidade não é impeditivo de se ser feliz, um sério exemplo disse neste Para ti, Campeão, da lutadora Ana Maltez, que aconselho vivamente.
quando os livros... #13
Porque certas pessoas, por mais que se esforcem, parece que dão mau olhado àquilo que plantam, enquanto que outras têm esse dom de fazer prosperar tudo o que sai das suas mãos.
pág. 219
... 34 anos. Demasiadamente velho para se permitir ilusões, demasiadamente novo para se conformar com a falta de ilusões.
pág. 260
Miguel Sousa Tavares in Rio das Flores
da minha distracção crónica # 27 - bendita seja a dívida do passos coelho à segurança social
se não fosse ter ouvido colegas a discutir se o sr. terá ou não pago multa, quem iria pagar multa pela 3.ª vez era eu, pois pela 3.ª vez pagaria o IUC após o prazo ter terminado.
louvados sejam os que não pagam porque estavam à espera de ser notificados!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
entre nós # 86 - my immortal
my immortal - evanescence
There's just too much that time cannot erase
13 de Janeiro - 20 de Fevereiro - 26 de Fevereiro
quem moldou o barro de que somos feitos viverá enquanto formos ser
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
entre nós # 85 - the miracle of love/no more i love you's
eurythmics - the miracle of love
(versão ao vivo simplesmente FABULOSA)
annie lennox - no more i love you's
...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
do livro que eu li - Fernando Pessoa
Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada
citação de poema de Pessoa, pag. 421
embora não seja apreciadora de poesia, a partir de certa altura da minha vida adulta passei a sentir um certo fascínio por Pessoa, ou melhor, por um dos seus heterónimos, Alberto Caeiro. senti que ele transpunha para palavras, o que eu hoje sentia e no passado considerava ridículo.
ler o Fernando Pessoa de Sónia Louro é perturbante, e assim sendo parece-me que a autora soube transpor para o papel a alma deste senhor. julgo ter sido a primeira vez que, ao ler um livro, dei por mim a imaginar como terá sido difícil o processo de escrita. como conseguiu a autora entrar de tal maneira no sentir de outro, e logo um ser humano tão único, e transpô-lo para o papel com tamanha sentido de realidade? este livro pareceu-me uma conversa com Pessoa, e para mim que partilho algumas das suas angústias, foi dura, violenta de tão lúcida!
partilho com vocês algumas das angústias que partilhei com o Pessoa a quem Sónia Louro deu vida:
achar-se feio e vestir bem para esconder a feiura;
não acreditar que era genuinamente amado, porque nele não há nada que desperte interesse;
ter dúvidas sobre o que sente, ou se será capaz de amar verdadeiramente;
ter muita dificuldade em concretizar, pensar muito e agir pouco;
sentir-se pouco à vontade no contacto pessoal e no contacto com grupos de pessoas;
achar que a origem da infelicidade é o excesso de lucidez, o pensar demais, e de tão lúcidos sermos tornámo-nos diferentes, loucos;
as coisas são sempre mais interessantes enquanto não as temos, o concretizado nunca chega aos pés do sonhado, e por isso somos eternos insatisfeitos;
a infância é altura mais feliz do ser humano, aquela em que não "pensámos".
achar-se feio e vestir bem para esconder a feiura;
não acreditar que era genuinamente amado, porque nele não há nada que desperte interesse;
ter dúvidas sobre o que sente, ou se será capaz de amar verdadeiramente;
ter muita dificuldade em concretizar, pensar muito e agir pouco;
sentir-se pouco à vontade no contacto pessoal e no contacto com grupos de pessoas;
achar que a origem da infelicidade é o excesso de lucidez, o pensar demais, e de tão lúcidos sermos tornámo-nos diferentes, loucos;
as coisas são sempre mais interessantes enquanto não as temos, o concretizado nunca chega aos pés do sonhado, e por isso somos eternos insatisfeitos;
a infância é altura mais feliz do ser humano, aquela em que não "pensámos".
aconselho a leitura. a quem como eu sofre de angústias, inseguranças e afins, deixo uma dica: façam-no numa época em que a vossa mente ande calminha :P
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
quando os livros... # 12
À vezes julgamos que as pessoas são décimos de lotaria: que estão ali para tornar realidade as nossas ilusões absurdas.
pág. 372
- Há decepções que honram quem as inspira.
pág. 408
As pessoas estão dispostas a acreditar no que quer que seja em vez da verdade.
pág. 456
Carlos Ruiz Zafón in A Sombra do Vento
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
entre nós # 83 - hello
"hello. is it me you're looking for?"
quem convive comigo diariamente é muitas vezes brindado com a melodia desta pergunta, sem romantismo à mistura, é só a minha forma bem-disposta de cumprimentar.
hello - lionel richie
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
(não) ser Pessoa
as palavras que nunca direi são as que mais ecoam em mim... saber aceitar o que somos e o que nunca seremos é a arte de saber viver... quem não nasce com alma de artista arrisca perder-se na realidade da loucura...
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