Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

sexta-feira, 31 de maio de 2013

nem sei bem porque é que comecei a chorar, só sei que dei comigo a olhar-me ao espelho da casa de banho e perguntar-me porquê esta angústia, SE NÃO TENHO MOTIVOS? eu posso ser feliz, haveria tanta gente a querer estar no meu lugar, mas as lágrimas não cessam, busco o fantasma mais recente, tomo uma decisão, eliminar as lembranças físicas de ti, já está. não foi fácil, não consegui sequer olhar para a tua cara, está tudo eliminado, mas a minha vontade de chorar não parou, desta vez foste só um testa de ferro, eu sei que a "culpa" não é tua. sou eu que não me entendo comigo, eu que estou farta de ser sempre a mesma, de não avançar, de não me agarrar a sonhos, de não me esforçar por mudar... 
esta foi uma semana em que andei tão de bem com a vida, estaria longe de imaginar que iria dar comigo assim... 

feliz fim-de-semana

vontade satisfeita


Era mesmo isto que eu queria! :)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

i rest my case

para mim, esta foi sem sombra de dúvida a melhor música de 2012, a primeira e única  da Dave Mathews Band que gostei!
If Only - Dave Mathews Band


 E para vocês qual foi a melhor música de 2012?

vontades


uns brincos assim, andava maluca por eles, adoro ver,
experimentei... não me ficam bem :(
 

 
um verniz assim (verde-água), ainda não encontrei, vontade não me falta :)
 


i'm in love

A primeira vez que te vi achei-te lindo, mas a minha amiga disse que ainda eras muito jovem, que ainda ias crescer muito, hoje vi-te novamente, e novamente me encantei, e parece-me que já não cresces mais, as tuas manchas pretas e brancas são lindas...
Na próxima caminhada vou apreciar-te mais de perto, mas tenho cá para mim que te vou raptar dessa tua vida de... cão vadio, ou cadela, a bem da verdade ainda não te conheço o género.
Diz o meu pai "Podias montar um canil", e montava se ganhasse o euromilhões, cuidaria de todos os cães vadios que me aparecessem... mas eles não têm essa sorte, eu não jogo. :(

quarta-feira, 29 de maio de 2013

está um dia bom para

SER FELIZ
 
 
Digam lá o que apetece fazer em dias chuvosos e frios como este?
E como é que se sentem a fazer essas coisas?

que tempo é este?

que faz lá fora, tão igual ao cá de dentro? é um tempo de perdas e ganhos, de encontros e desencontros, cheio de cor e cinzento, de frio e calor, de sol e chuva, de invernos melancólicos após primaveras tristes, de verões luzidios teimantes em fugir. tempo de mudança, de perda transformada em encontro, o encontro maior, o de mim própria, por entre chuvas e sóis, arco-íris e relâmpagos, numa brecha de tempo vislumbro o bom tempo, ainda não foi ontem, nem hoje que ele veio para ficar, ele não virá! ousarei partir no seu encalço e persegui-lo a cada dia, em cada lugar, nos meus lugares. dias e estações virão em que não o terei, em todos embarcarei e não lhe perderei o rasto…
 

destas estatísticas ninguém fala

uma das maiores causa de morte dos ouriços-cacheiros são os atropelamentos, desde Abril é assustadora a quantidade deles que já encontrei mortos na estrada, os espinhos não fazem estragos nos pneus... como amiga dos animais que sou fico triste... viver no campo também é assim :(
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

juntos até que...

a bomba de gasolina nos separe!


Adoro este anúncio publicitário.

learning to look at the bright side


Desde que acordei, melhor desde que não dormi, não consigo deixar de pensar nesta frase...

das coisas que me roubam lágrimas

de pura emoção, de pura felicidade, obrigada minha querida pela partilha :')

Estou nesta fase...

da minha distracção crónica # 10

isto e isto: no dia em que tenho companhia para almoçar fora (no restaurante) trago almoço!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

sobremesa partilhada


fruta cá da terra... tão docinhas...

[i carry your heart with me(i carry it in]

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
                                                   i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

By E. E. Cummings 1894–1962

sábado, 25 de maio de 2013

foste embora

como tinhas chegado, silenciosamente, quando me apercebi já tinhas entrado, quando me apercebi já tinhas ido, não te conheci, se foste sem uma palavra, também não me conhecias, no tempo que por cá estiveste não quiseste apreender a minha essência, a partilha, não demos, perdemos, se um motivo houve que eu não soube, foi porque não mo quiseste dizer, eu estive sempre aqui, pronta a ouvir e a sentir, não nos ouvimos, calamos, se um dia quiseres voltar estou aqui, como estava da primeira vez, de braços abertos para te receber, porque esta também pode ser a tua casa, se assim o quiseres... também eu já fui embora...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

acabadinho de ler

"Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus."
WOOK

Gostei do livro?
Não posso dizer que sim, nem que não, diria que o encaixo na categoria "estranha-se". E ao dizê-lo estou a mostrar muito do que sou, da minha natureza céptica, pouco crente em finais felizes e em encontros espirituais, não quero com isto por em causa a história que Elizabeth Gilbert nos conta, é a sua história pessoal, e é aí que residem as minhas dúvidas, ela conseguiu libertar-se, mas seremos todos capazes de fazê-lo, seremos todos capazes de iniciar esta viagem, seremos todos capazes de sentir essa necessidade? Tenho dúvidas... Sou o extremo oposto da autora, vivo presa nos muros que os meus medos construíram,  só com os meus me sinto livre e liberta, e estou-lhes demasiadamente presa, acreditem ou não, sou incapaz por ex. de fazer férias sozinha, e já deixei de as fazer por esse motivo, sou demasiado contida, muito introvertida, se as pessoas não vierem a mim, posso conviver com elas séculos e não estabelecer contactos próximos, nem criar laços de afinidade.  Não sou crente em nenhum Deus, e a espiritualidade é uma realidade que me parece a anos-luz de distância, admiro as pessoas de fé, a nossa humanidade precisa de um sentido e esse pode ser um dos caminhos, mas para mim a existência humana só faria sentido se estivéssemos a contribuir para a melhoria da vida dos outros seres humanos, de todos os seres vivos, do planeta em que vivemos, não é assim, sabemos bem, então como ser feliz, pensar positivo, se há tanta injustiça à nossa volta? Para que fechar-mo-nos em templos religiosos a adorar deuses, se pouco fazemos pelos nossos iguais?... E é esta a minha natureza! Como, não oro, e tenho uma estranha forma de amar.
Aconselho a leitura do livro, faz-nos pensar no que somos, no que queremos, a forma como pretendemos chegar lá, e avaliar a nossa relação com o mundo.

se acredito, ponho em prática # 1

quinta-feira, 23 de maio de 2013

learning to look at the bright side

Porque já houve obrigadas que me magoaram - quando faço o bem não quero nada mais que o bem daqueles a quem procuro ajudar, não busco agradecimentos, o coração não precisa de pedidos ou agradecimentos formais, basta-lhe um sorriso, um brilho no olhar, um gesto de carinho - soube-me bem ler e pensar sobre isto:
"Afinal, talvez devêssemos todos desistir de tentar retribuir às pessoas que sustentam a nossa vida neste mundo. Afinal, talvez fosse mais sensato rendermo-nos diante do alcance miraculoso da generosidade humana e limitarmo-nos a dizer incessantemente obrigada, para sempre e sinceramente, enquanto tivermos voz."

Elizabeth Gilbert in Comer Orar Amar

tudo passa?

Passa, não tenho dúvidas, e digo isto com tristeza, pois há dores que eu não queria que perdessem intensidade, porque à medida que acontece, e eu sigo a minha vida normal, volto a sorrir e a ter vontade de viver, sinto que estou a "deixar para trás" quem eu tanto amava... Se aprendemos a apaziguar e viver com a dor da perda física de alguém que amamos, mais que a nós mesmos, então não tenho dúvidas, na vida somos capazes de superar tudo. E se a dor sentida é provocada por quem ainda vive, ela também se atenua, o tempo corre nesse sentido, e com o tempo vem o perdão. Perdoar é diferente de esquecer, perdoar é um acto de generosidade com o outro, mas também connosco, o perdão é libertador, esquecer é não aprender... Acredito, aprendi a acreditar, que o sofrimento deve ser entendido como uma oportunidade de aprendizagem, aprendizagens feitas à custa de feridas, das quais resultam inevitavelmente cicatrizes, mas talvez as cicatrizes existem para nos impedir de esquecer as aprendizagens que com elas vieram. Eu preciso, precisamos todos, acreditar nisto, ou então a vida tornar-se-á uma bigorna assente sobre as nossas mentes, e um garrote apertado nos nossos corações...
 

Foi o Sérgio que me inspirou, blame on him, for beeing such a kind person.