Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

sonhar a dormir, a minha relação consciente com o inconsciente


Hoje sonhei um sonho daqueles que não têm possibilidades de se tornar realidade, a bem da verdade se real poderia ser um pesadelo... Mas isso agora não interessa nada, só serviu para me lembrar de um post que me andava na cabeça, eu e a minha relação "acordada" com os sonhos a dormir!

Não controlámos os nossos sonhos, isto é o tema e os intervenientes, no entanto acontece-me frequentemente durante os sonhos ter a consciência de que são isso mesmo, sonhos, pensar “estou a sonhar”, e querer acordar ou não, conforme seja negativo ou positivo fazê-lo, passo a exemplificar:

Sonho que estou em Praga (há já dois anos que ando a adiar a viagem) maravilhada com a cidade, a tirar milhentas fotografias, ao mesmo tempo que o sonho se desenrola, eu estou a pensar, “isto é um sonho, quando acordar nunca terei estado em Praga, nem terei nas mãos as fotos testemunho deste momento”, e acabo por acordar :(

Ou

Sonho que estou a visitar Praga, mas estou descalça, fico toda encavacada, viro tudo à procura dos meus sapatos e eles não aparecem, enquanto em sonho a busca continua, eu estou a pensar, “isto é um sonho, vou acordar e esta situação embaraçosa nunca aconteceu”, e lá acordo :)

Mas ainda há o ex-libris, a cereja no topo do bolo, sonhar que estou a sonhar e ter a consciência disso, não perceberam? É de doidos, eu sei, mas também me acontece, vamos lá ver se consigo exemplificar:

Sonho que estou a dormir e a sonhar que estou em Praga maravilhada com a cidade, ao mesmo tempo que o sonho se desenrola, eu estou a pensar, “isto é um sonho”, e acordo deixando de sonhar que sonhava :/

Serão certamente fenómenos estudados, caso contrário devem resolver-se com uma visitinha ao psiquiatra.

Que os vossos sonhos, acordados, sejam realidades!
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

não gosto, não gosto, não gosto


aliás detesto, coisas por resolver, andam-nos sempre na cabeça, por mais que queirámos deixar de pensar nelas volta e meia atacam-nos…


desabafo


Como é que é possível haver gente que mente, engana e usa descaradamente os outros, e ser essa mesma gente a seguir de consciência tranquila, como se fossem seres humanos maravilhosos?!
 
Nunca hei-de perceber!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sardenta depois dos 30…


Ontem, ao olhar-me no espelho, reparo que o meu nariz e bochechas estão a ficar sardentos, e o que podia ser um 31 aos 31, não é! Há senhoras que ficam em pânico com o aparecimento desta pigmentação mais escura na pele, eu não, sempre adorei sardas, é um desejo a tornar-se realidade, quando irão aparecer os primeiros cabelos ruivos? Sim, porque o que eu adorava mesmo era ser uma “cenourinha”.
 
Digam lá, que não são adoráveis os sardentos!








Coisas

sábado, 23 de fevereiro de 2013

where I stand?

Guess I should already know!
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

se é assim, fico muito mais tranquila!


A RTP promoveu uma avaliação a amostras de carne picada em talhos na região de Lisboa, em várias (perdoem-me não fixei os números) foram detectados sulfitos, e bactérias do género Listéria e Salmonella.
Logo apareceu o responsável por uma associação da área, no exercício do seu direito de defesa, a declarar que, poderia ter havido contaminação aquando da recolha das amostras, e nas contra-análises (solicitadas e pagas por eles) só uma amostra estava contaminada, e não era com Salmonella era só E. Coli, É parece-me bem, esta "menina" é só um indicador de contaminação fecal, a carne picada só tinha estado em contacto com algo contaminado com isso mesmo que estão a pensar…E trabalha esta gente com produtos alimentares…

ainda e sempre os pequenos gestos


Há pessoas que me desiludem profundamente, sim desiludem, porque eu me iludi… outras há que me surpreendem, sim porque eu não contava com tamanhas demonstrações genuínas de carinho.

Recordo de sorriso nos lábios, uma abraço e um beijo, vindos de dois senhores, encheram-me a alma. São duas pessoas mais velhas, e talvez por isso mais contidas nas demonstrações de afectividade, e talvez por isso valorize ainda mais a grandiosidade dos seus pequenos gestos. Que bom é partilhar da vossa presença na minha vida.

 
Esta semana estou mesmo, mesmo lamechas, sabe tão bem… será porque chove lá fora? Não, é porque tenho a honra de partilhar momentos tão simplesmente belos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

embala-me o corpo...

como pétala ao sabor da brisa!
Leve, é assim que me sinto com esta música. 

Depois - Marisa Monte

 Hoje ouvi-a em modo “repeat” (no pouco tempo que pude).  
Letra, instrumental e voz uma conjunção encantadora.

“quero que você seja feliz, hei-de ser feliz também"
“quero que você seja melhor, hei-de ser melhor também”

QUE SEJAM FELIZES
QUE SEJAM MELHORES

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

gosto tanto de ouvir

fico irada



Damos tudo pelas pessoas, estamos lá quando elas mais precisam, e não são capazes de fazer um desvio de 20 metros por nós, aprende, já tens idade…

tenho esta mania


Andar a cantar na rua, em casa, no trabalho,
sinto-me bem assim, e se o faço é porque estou bem…
 
 
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

o puzzle que não conhecemos as peças


Hoje li e escrevi sobre o que é a felicidade, não sabia eu que vinha a caminho mais uma peça para o meu puzzle:

Uma conversa franca em que oiço:

- As coisas que te estou a dizer, não falo com mais ninguém.

Não me canso de repetir que, uma das coisas que me faz feliz é sentir que depositam confiança em mim, e quando vem assim de surpresa, tão bom…

Venham mais, cresça o meu puzzle, ser feliz é saber juntar as peças, pequenos nadas, que significam tanto.

a maravilhosa capacidade de se encantar


Há atitudes, locais, animais, pessoas, toques, cheiros, vozes, uma variedade de realidades que nos encantam, fazem-nos sentir enlevados, como se estivéssemos a flutuar numa nuvem, o coração apertadinho, como se uma onda de calor nos percorresse por dentro…

Não há receita para o encantamento, as variações são muitas de pessoa para pessoa, mas há sem dúvida, quem tenha a maravilhosa capacidade de se encantar com quase tudo, com pequenos-nadas. Parece que mantêm o espírito de criança, vendo em tudo uma fonte de novas descobertas, uma oportunidade de enriquecimento interior, vibrando com as maravilhas que os sentidos lhes proporcionam.

Para tudo buscam interpretações, comparações, modos de ver, e conseguem transformar o que para a maioria é banal em algo de único e especial. Sentem-se, e tornam-se eles também especiais por terem esta capacidade. Encantar-se é sem dúvida uma arte, uma das muitas pinceladas na tela inacabada da nossa felicidade…
 

Dou por mim encantada ao apreciar essa capacidade, encanto-me com os que se deixam encantar, e que maravilhosa é a sensação.
 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

concordam?


Os primeiros vivem uma busca constante, os segundos estão em permanente dádiva.
Bom dia, boa semana.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

acabei de ler - "Para ti, Campeão!"


De escrita simples, de sentimento profundo.

Rafael, vítima de um cancro cerebral, lutou dez anos. Já a luta tinha começado encontra Ana, encontram-se e até ao seu último dia amam-se. Ana Maltez uma jovem que prova que, importante não é o tempo que vivemos, mas a intensidade com que vivemos. “Amar é fazer o caminho juntos, por mais tortuoso e doloroso que seja.”

Por tudo isto, e por me serem tão próximas as vivências que relata, este livro tocou-me profundamente, deixo recortes que senti como meus…

“Não me faz sentido mexer nas fotografias… Quero olhar para ti sempre.”

“Custa muito pensar-me sem ti… talvez custe para sempre. Talvez doa para sempre…”

 “Todos nós vamos sempre orgulhar de ti, porque ainda que sem saber, lutaste até ao último dia…”

“Obrigado por teres feito parte da nossa família (vais fazer sempre) …”

‘Tá tudo doido ou quê?




Ontem no Jornal da Noite da SIC transmitiram uma reportagem sobre o “Avô Metralha”,  um dos grandes vulto da ladroagem de pequena escala em Portugal. Um sr. que passou mais tempo na prisão que em liberdade, segundo penso ter ouvido, antes de mudar de canal! Sim senhor, parece-me bem que ocupe horário nobre, é destes exemplos que o país precisa…

sábado, 16 de fevereiro de 2013

confusão (senti)mental


Estamos sempre a tomar decisões, algumas autónomas, não as raciocinámos conscientemente, o nosso cérebro está formatado para as tomar, outras tiram-nos o sono. Colocámos as mais diversas hipóteses, aventámos vários cenários, tentamos pesar prós e contras, racionalizamos o mais possível, aí estamos em “modo cérebro”, mas eis que, quando julgámos ter decidido somos levados no sentido oposto, sem nenhuma razão lógica que o justifique, é o “modo coração” que entra em acção!

Se, se, se, porquê, porquê, porquê, sou por natureza assim, cheia de dúvidas, mesmo sabendo existirem situações sem explicação, faço os mais variados filmes para tentar sanar a sofreguidão do pensamento. A única certeza a que chego é o cansaço mental… estou a ser razão!

Condições há em que, não consigo fazer avaliações razoáveis, não sou capaz de me distanciar dos sentimentos… Conheço pessoas que, embora estejam sob uma catadupa de emoções, parecem conseguir distanciar-se dos sentimentos, como se houvesse momentos para ser emocional e momentos para ser racional, e não existisse ligação entre os dois estados. Não consigo criar esta defesa dentro de mim, se estou emocionalmente abalada, fica estampado em mim, não há racionalização que o consiga esconder… estou a ser emoção!

Ajo maioritariamente em “modo cérebro” ou em “modo coração”? Não sei! Talvez dependa da hora, do estado do tempo, do estado de saúde, do que as situações ou as pessoas significam para mim, depende… A dadas alturas, a confusão é tanta que sinto o meu cérebro como folha de papel enrugada, aberta e amachucada vezes e vezes sem conta… Quem te manda ser assim Sr. Complicado, fosses como o coração e seria tudo mais simples. Ou não?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

algo mudou…



senti o fim
vislumbrei um (re)começo
um novo caminho para percorrer
parei na encruzilhada 
para onde sigo
o tempo me dirá
...

pessoas boas & coisas más vs pessoas más & coisas boas


Quem faz o bem recebe mal, e quem faz o mal segue em frente, e as coisas más passam-lhe ao lado. Pergunto-me muitas vezes porque é que é assim? Serão os opostos que a atraír-se?

Dizem que as nossas acções voltam para nós, é uma mentira pegada, parece que o universo conspira contra as pessoas boas…

Crianças a viver na mais completa miséria, subnutridos cobertos de moscas; crianças com doenças como o maldito cancro; crianças vítimas das mais atrozes violências, haverá ser mais puro que uma criança, que fizeram para merecer viver assim sofrer sem viver?????

Fico tão triste com o nosso mundo, quando penso nestas injustiças, confesso dou comigo a olhar para certos monstrinhos (sim porque de humanos só têm o nome) e a pensar, há para aí tanta doença, tanto acidente…

Sou má? Serei! Não fico feliz com a infelicidade dos outros, mas acho que cada um devia colher o que semeia…

Depois penso, as maiores aprendizagens são muitas vezes feitas à custa de grandes sofrimentos, talvez as pessoas más ainda tenham muito para aprender! Mas enquanto elas vivem os outros sofrem, volto à mesma questão, porque é que a vida é tão injusta com alguns?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

alguém

Alguém de sentimentos limpos, mente limpa…
Alguém que não queira parecer o que não é, que às vezes tenha medo de se mostrar…
Alguém disposto a ouvir, a amar sem julgar, sem porquês…
Alguém que seja amigo nas horas felizes e nas más…
Alguém que esteja connosco quando só queremos um olhar, um abraço, um desabafo…
Alguém que não julgue aparências…
Alguém que aprecie o ser humano que há em nós…
Alguém disposto a dar…
Alguém procura alguém, mas não encontra…
Deixa de procurar, outro alguém teve a sorte de encontrar…

a minha única criação poética ',)


simplesmente adorei

porque o amor pode ser assim, partilho

"simplesmente gosto"

Bom dia!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

tendência praia – burkini

Não sei se já sabiam, eu não, mas ao que parece esta indumentária está a fazer furor, desde que uma jornalista britânica apareceu com ela numa praia em Sidney. Segundo li, não são só as razões religiosas que levam ao seu uso, a ideia é proteger a pele do efeito da radiação solar…

Amigas, eu por mim levava umas leggings, uma camisola de gola alta, e um gorro, sempre ficava mais em conta, já que esta peça custa aproximadamente 70 €!

Gosto especialmente da preta, deve ser óptima, protege a pele e queima gorduras, tipo sauna.

Não sei se já está à venda em lojas no nosso país, mas pode ser adquirida online em modestlyactive.
 
Boas compras!

aquele aperto bom no coração


Gosto de ajudar os outros, dá-me verdadeiro prazer. Quando em troca recebo um  simples, puro e genuíno agradecimento, dá-me aquele aperto bom no coração, e os meus lábios esticam-se de orelha a orelha…

plenamente de acordo


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Remar contra a maré, às vezes cansa…


Um dos princípios que não abro mão é o da igualdade, somos todos seres humanos, independentemente do dinheiro que temos, da profissão que desempenhámos, da cultura que possuímos, da imagem que mostrámos…

Quando me acontece ter de lidar com pessoas que por terem dinheiro, e conhecerem gente dita influente, acham estar acima de tudo o que a vida em sociedade exige, e nós, comuns mortais temos de lhes prestar vassalagem, fico nas horas! Temos pena, não vou e tenho gosto em não ir nessa.

Fui educada para respeitar todos de igual forma, o que é correcto para o mais economicamente pobre dos cidadãos também o é, para o mais economicamente rico. Podem ter o que tiverem, serem amigos de quem forem, não me vendo a aparências… não mudo a minha forma de agir em função de quem se apresenta perante mim. Esta atitude garante-me por parte de alguns o selo “persona non grata”, é com orgulho que o recebo.

Desanimo, às vezes, porque me desilude tanto a sociedade em que vivemos, tão oca de valores morais, tão cheia de aparências.

continuar a remar é o caminho.

Da minha distracção crónica # 4


Pus gasolina no carro, estacionei e fui às compras. Quando vinha embora reparei que o carro ao meu lado já tinha saído, meti a chave na fechadura e nada, pensei “raios já está empancada, vou tentar do lado do passageiro”. Ao dar a volta ao carro reparo na matrícula, não era o meu…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

um mês de partilhas





É verdade, a minha vida de blogueira começou há um mês, ontem pensei nisso, hoje na minha condição de distraída crónica esqueci… Quando li o “Viciada” da querida Suri, recordei.

Foi assim que cheguei aqui
 

 
Por muito que o caminho tenha sido tortuoso, chegar foi bom. Agora, dou por mim a pensar em posts a qualquer hora e em qualquer lugar, é frequente trazer, nos bolsos da roupa, bocados de papel com pequenas notas, não vá a minha memória pregar-me alguma partida…

Já me aconteceu estar mais desanimadita e receber um comentário que me levanta o ânimo…

Ainda ontem, a minha muitíssimo adorada mana me disse “passas tanto tempo no computador, depois ficas com dor de cabeça” eu sorri…

O blogue tem-me feito bem, tem sido bom, muito bom partilhar, estou verdadeiramente entusiasmada…

Às vezes sou atacada pelo, também crónico, pessimismo e fico com receio de não ter ideias para continuar, ou que ande aqui a postar, sem dizer nada de jeito. Que importa? Seja como for, se me faz sentir bem, é nisso que tenho de me focar, e continuar a partilha…

Um obrigado a todos os que gostam de partilhar comigo.

Da minha distracção crónica # 3


Já agitei uma lata de coca-cola antes de a abrir…

domingo, 10 de fevereiro de 2013

com ou sem máscara...


tolerância de ponto, chuva, alegria, aqueles que mais amamos, “the show must go on”…

A vida é assim segue sempre, e nós temos de escolher entre ser levados pelo tempo que passa, ou passar por ele deixando a nossa marca.

Freddie Mercury escolheu deixar a sua marca, a música eternizou-o, nem todos temos esse dom, mas se amarmos verdadeiramente, a nossa marca ficará nos corações que tocámos. Haverá melhor maneira de viver?

Queen - The show must go on


sábado, 9 de fevereiro de 2013

bichinhos


Insectos repugnam-me, fico meia descontrolada, só quero ir para longe deles, aqueles corpos coloridos, aquelas patinhas finas, as antenas, detesto, detesto, especial pavor para as aranhas, pânico… O Meu grande amor adorava-os, bichinhos, assim que via um queria pegar-lhe, mesmo as aranhas… Os de eleição eram as formigas, as borboletas e as mais amadas as joaninhas.

Lembro-me, quando ele tinha menos de um ano, ainda não era seguro no andar, e ficava encantado a ver as formiguinhas no seu corre-corre para o ninho. Estas nunca me repugnaram, irritaram-me talvez, com as suas picadas…

Até as borboletas me incomodam, quando vejo uma aproximar-se desvio-me, não vá esvoaçar para o meu lado. Pode parecer estranho, mas as belas cores das borboletas, junto daquelas patinhas e anteninhas, mexem comigo. Ele, por seu lado, adorava-as, queria apanhá-las, mas elas voavam para longe, fizemos-te a rede, foi uma aventura sem capturas…

As tuas adoradas joaninhas, sempre simpatizei com elas, querias guarda-las todas contigo… Amor, agora temos uma Joaninha connosco…

 
Há outra categoria de bichinhos que não gosto, não me causam descontrolo, até porque me posso pirar nas calmas! Os moluscos rastejantes, que largam gosma, blhac, lesmas e caracóis, blhac…

Muito por culpa do Gary, o grande companheiro do Sponge Bob, o teu e o meu desenho animado favorito (se fosse português chamar-se-ia Cândido, aposto), passaste a considerar os caracóis animais de estimação. Punha-los numa caixa arejada, além de lhe dares alface, regava-los para não desidratarem, e quando o Sol aparecia iam à praia, para lhe veres os corninhos. De vez em quando fugiam da caixa durante a noite, nunca iam muito longe… E eu, que os achava nojentos, consegui pela primeira vez pegar-lhe, com as minhas próprias mãos, agora sou uma sua fiel defensora, se me andam a comer as plantas tiro-os cuidadosamente e levo-os para longe, sou incapaz de os deixar matar…

Partilhar é bom...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

so true...

 
Jane Austen

recortes do que sou…


“Todos vêem o que pareces, poucos percebem o que és.”, disse, e muito bem, Maquiavel. E o que somos afinal?

Olhando para trás, passados mais de dez anos desde que saí de casa pela 1.ª vez, quando entrei na Universidade, mudei tanto, tinha em mim tanto de inocência…

Os anos que passaram, as vivências, algumas bem dolorosas, outras muito, muito felizes, fizeram de mim a pessoa que sou hoje, nem melhor, nem pior, diferente sem dúvida nenhuma, mais madura, e menos crente, no ser humano, e no efeito boomerang das nossas acções….

Somos fruto do tempo em que amadurecemos, mas qual fruto, a nossa essência está nas sementes, se não forem boas, por muito que as condições nos sejam favoráveis, nunca havemos de ter um sabor agradável…

Muito de mim, da minha essência, da minha índole, herdei, com muito orgulho o digo, do meu pai. O meu rosto não engana, é a versão feminina dele, o meu feitio uma cópia quase perfeita. O bom coração, a vontade genuína de ajudar os outros, mesmo que fiquemos prejudicados, a forma muito contida de demonstrar afecto, pese embora o coração cheio de sentimentos bons, a dedicação à família, a resmunguice quando algo foge do nosso controle, até os nossos cheiros são semelhantes…. O meu pai mantém, no entanto, algo que tem vindo a desvanecer em mim, a capacidade de crer, desacreditei de fés pregadas por homens, de filosofias políticas, de boas intenções sem actos condicentes, ele por seu lado mantém essa capacidade. Critico-o muitas vezes por ser assim - ainda acreditas no Pai Natal -, admiro-o no fundo, porque é aí que vai buscar a força de continuar…

Como ele sempre fui parca a falar de mim. Dá-me enorme prazer ser confidente, como disse aqui, sentir que depositam em mim confiança é motivo de orgulho maior. Guardo no meu coração, com grande carinho, aqueles que me deram a honra de partilhar comigo, bocados deles, talvez alguns nem saibam a felicidade que esses momentos me transmitiram…

O fim de 2012, assinalou uma mudança, a vontade de falar de mim, de expor tudo o que julgo ser, tudo o que sinto… Há coisas que nunca disse, não porque não confie em ninguém, confio em várias pessoas, sei que gostam de mim, são meus amigos, mas nunca me senti à vontade para dizer de mim, olhos nos olhos, pensava não ser uma pessoa suficientemente interessante… até ao dia, em que não sei porque motivo, precisei dizer tudo, não me quiseram ouvir… talvez nada aconteça por acaso… encontrei um blogue que me inspirou, a ideia começou a crescer, e apareceu o Partilhar é bom

Partilho um pouco do que sou, e tenho defeitos, muitos, um deles, talvez o maior, é ser preguiçosa, muito preguiçosa… eu sou assim…

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

não resisti


Parei o carro, saquei do telemóvel e tentei guardar um pouco da beleza que me inundava a alma




e enquanto seguia a pensar - é desta que me internam” - eis que me deparo com outro ser humano movido pela mesma vontade, há belezas a que não podemos resistir!

Já pertinho de casa, voltei a parar, desta saí do carro, digam lá que não fiz bem?





Amanhã, levo a máquina fotográfica, ai levo, levo…

that's so it...



presentes do céu


Detesto conduzir, ponto assente, sou aselha, sou despassarada, não tenho sentido de orientação, e às vezes o céu presenteia-me com imagens maravilhosas, e eu não posso parar e pôr-me a fotografar… faz-me falta o Ambrósio J

Hoje de manhã deparei-me com um Sol assim, lindo…




Por várias vezes, ao entardecer, tenho visto quadros desta beleza…








A natureza é maravilhosa na arte de partilhar…

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

apetecia-me ler de novo...



Um livro do género estranha-se depois entranha-se…faz-nos pensar na vida, arrancando sorrisos.

Precisamos aprender a ir buscar forças, seja onde for, por mais estranho que possa parecer, forças para aproveitarmos a vida…

amores de quatro patas


Em criança tinha pavor de cães, se via um só queria fugir a sete pés. Recordo-me não ir a casa da minha madrinha sozinha, que morava a uns escassos 300 m de nossa casa, porque os vizinhos dela tinham cães. Quando ia acompanhada se os animais se aproximavam de mim, eu mudava de lado, e a minha vontade era pôr-me ao colo da pessoa que estivesse comigo. Felizmente, naquela altura não se ouviam notícias sobre cães vorazes por atacar humanos, se não suponho, só iria visitar a minha madrinha de armadura! J

Hoje adulta, sempre que vejo um cão só me apetece fazer-lhe festas. Tudo mudou quando tivemos o primeiro cão em casa, chamava-se Pandilha, tinha uma personalidade muito forte, só fazia o que lhe dava na real gana, mas era um companheiro. Não durou muito, sobreviveu à esgana, mas morreu das sequelas, chorei compulsivamente nesse dia. Aprendi com ele que, o amor dos cães por nós não tem limites. Na altura que adoeceu eu trabalhava em Bragança, e só vinha a casa nos fins-de-semana, ele recebia-me sempre com pulos da minha altura, apesar do seu pequeno porte, nunca vou esquecer o dia em que me foi receber ao portão e as suas patas doentes já não lhe permitiam saltar, fiquei tão triste…



Ainda o Pandi (os meus cães têm sempre nome e diminutivo carinhoso) era vivo, e contra a vontade do meu pai (não gostava de cães, e trata o que vou falar agora como um bebé), o meu irmão trouxe outro, o Piruças, parecia uma ervilha, tal como o Pandi é rafeiro, mas este muito parecido com um Chihuahua. Só quer mimo, ainda está connosco, tem mais de onze anos o nosso pequeno Pi.

E depois, na pior altura das nossas vidas, o meu irmão encontrou uma cadela parida no terreno dele. Começamos a alimentá-la e verificamos que a bicha era super amorosa, afeiçoei-me logo e fiquei com ela, Boneca foi o nome escolhido. Tinha parido três cadelinhas e um cãozinho, o meu mano ficou com o cão, Dragão, em homenagem ao Meu grande amor. De entre as meninas, não resisti a ficar com uma cheia de personalidade, a Genoveva. O Dragy é preto e a minha Beba é manchada tal e qual um Beagle. Já são adultos, e como o meu irmão só é dono de nome, tenho quatro cães, que em nada são iguais, e não tenho a certeza de qual eu gosto mais.
Bom dia!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

papoilas, as flores do meu jardim


Adopção, um gesto de amor maior

Ser mãe era o meu sonho, não só mãe biológica, mas mãe adoptiva, porque amar alguém que tem a nossa herança genética, e é fruto do nosso amor é inevitável, amar alguém que não nos é nada, é admirável. Sempre me senti capaz desses dois amores, a vida ainda não me deu esse privilégio.

Confesso que perdi um pouco a esperança, uma criança, no meu conceito pessoal de parentalidade, precisa de pais, pai e mãe. Eu ainda não encontrei o homem capaz de me amar, e de querer abraçar comigo esse sonho. Se tiver de ser, que seja…

A adopção é um gesto que me encanta, se gerar é sem dúvida maravilhoso, não é menos maravilhoso querer dar a uma criança a oportunidade de ser amada, ter uma família, ter sonhos, esperanças, deixá-la ser o que é, uma criança. Olhando para trás, sei que não há melhor altura para sermos felizes que na infância, então porque não querer fazer alguém feliz.

Depois, há pessoas que parecem não perceber o real intuito de adoptar, e confundem dar amor, com dar bens materiais. Para adoptar, o critério maior não deve ser nunca a disponibilidade económica dos adoptantes, amar e educar não dependem exclusivamente de dinheiro. Os meus pais sempre viveram apenas com o fruto do trabalho, no entanto souberam dar-nos amor e transmitir-nos valores morais, e isso é que é criar, educar. Nunca tivemos montes de brinquedos, ou outros bens compráveis, isso só nos ajudou a dar valor ao que tínhamos.

Pior ainda, são aquelas pessoas que dizem não adoptar, porque o adoptado, um estranho genético, iria ficar com o que é deles, nem merecem comentário.

Entristece-me os adoptados preferidos serem bebés de meses, loirinhos, de olhinho azul, chamo a isto preconceito, se queremos única e verdadeiramente dar amor, não pensamos assim, o amor não tem especificações. Se eu adoptasse escolheria uma criança que, teoricamente menos possibilidades tem de ser querida, uma criança mulata, com alguns anos. Seria um desafio maior sem dúvida, talvez eu não estivesse à altura, talvez por isso não me tenha sido dado esse privilégio…

A última polémica neste campo, os casais homossexuais podem adoptar? Por mim sim, sem dúvida, sendo adoptar um gesto do mais puro amor, a orientação sexual dos adoptantes não tem nada a ver com a sua capacidade de amar. Recentemente os media exploraram o caso de duas figuras conhecidas, de orientação homossexual, que ficaram com a guarda de um menor. Criança essa rejeitada pela família por ser portadora de trissomia 21. Poderemos chamar pais, a dois indivíduos heterossexuais, que rejeitam quem geraram só porque é diferente, se soubessem o que é ser pais saberiam que, esse era o motivo para amarem mais aquele filho.

Pais são os que estão dispostos a dar-se, independentemente de terem gerado, da orientação sexual, da condição económica, e de qualquer outro preconceito fútil que a sociedade queira impor. Eu penso assim…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

LIEBSTER award


Agradeço ao Sérginho, do Somente eu, por ter partilhado comigo o

que consiste em:

1. Fazer uma lista com 11 factos sobre mim;

2. Responder às 11 perguntas que me atribuíram;

3. Nomear 11 blogs com número de seguidores igual ou inferior a 200, linkar os blogues neste post e avisá-los sobre o prémio;

4. Fazer 11 novas perguntas aos vencedores do prémio.


1) 11 factos sobre mim:

1.    Sou baixinha, e gosto de ser assim;

2.    Tenho um senso de humor rebuscado, devo ter, dado que algumas pessoas se chateiam com as minhas piadas, o que me deixa triste;

3.    O meu sentido de orientação é igual a zero;

4.    Sou capaz de amar outros, mais que a mim;

5.    Adoro dar presentes;

6.    Adoro viajar;

7.    O melhor presente que me podem dar é confiarem em mim;

8.    Odeio preconceitos e julgamentos baseados em aparências;

9.    Sou “familiodependente”, embora seja em casa que, o meu mau-feitio se revela mais rapidamente;

10. Detesto a hipocrisia e a mentira;

11. Adoro cães, tenho quatro.

2) Reposta às 11 perguntas que me foram colocadas?

1. Um hábito que gostavas de deixar?

Ser autodepreciativa.

2. Profissão de sonho?

Bióloga, adorava trabalhar com elefantes órfãos, os elefantes como eu, são familiodependentes.

3. Surpresa mais bonita que já te fizeram?

Um sorriso estampado no rosto, só por me verem.

4. Característica que melhor te representa?

Ser cândida.

5. Gostas do teu nome? Se tivesses sido tu a escolher, como te chamarias?

Sim, o meu nome não poderia ser mais representativo da pessoa que sou.

6. Quanto tempo de existência tem a tua amizade mais preciosa?

Os verdadeiros amigos são todos igualmente preciosos para mim.

7. Que idioma estrangeiro gostavas de aprender e porquê?

Alemão, não sei explicar, sempre me fascinou.

8. Se não existissem impossíveis o que mudavas na tua vida já?

Trazia de volta o Meu grande amor.

9. Qual a tua especialidade culinária?

O prato não tem nome, foi uma amiga que me ensinou. Os ingredientes são, cebola, courgette, batata, bróculo, feijão vermelho, e vagem, todos laminados e peixe congelado (para largar água), dispõem-se em camadas num tacho, tempera-se com azeite e sal, e deixa-se cozinhar em lume brando. Mnhami!

10. Os teus melhores amigos conhecem-se entre si?

Nem todos.

11. Em quantas cidades diferentes já viveste?

Duas, Porto e Bragança.

3) Quanto a distribuir por onze blogues, ainda não me atrevo, sou novinha nestas andanças, a minha lista de distribuição seria:

1.    Sérgio do Somente eu;

2.    Suri do Suricate;

3.    Star do Barulho das Palavrinhas;
Como já tinham sido premiados, deixo só uma pergunta:

Que balanço fazem da vossa vida de blogueiros?

Fiquem bem!

Da minha distracção crónica # 2

Ontem à noite, antes de ir para a caminha, lembrei-me que a matrícula do meu carro é de Fevereiro, como só o tenho desde Outubro do ano passado não me recordava o dia. Tinha a ideia que era 23, bom preciso ver isso pensei e fui dormir. Hoje de manhã, chego ao carro, preparada par ir trabalhar, vejo a validade da inspecção periódica, acabou dia 3 de Fevereiro… ontem.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Catarse semanal

Mais uma semana em modo montanha russa. Alguns fantasmas, dados como desaparecidos, voltaram a assombrar-me. Se me perguntarem porquê, não sei responder. Não sou pessoa de guardar rancores, se procedem mal comigo, tento fazer ver que me magoaram, sofro se as situações não se resolvem em bem, mas acabo por perdoar. Mas perdoar não é esquecer...

Reaproximei-me de uma pessoa que tinha razões para desistir de viver, ou viver triste, e escolhe estar de bem com a vida e aproveitá-la, a garra dele abriu-me os olhos. No entanto, não consegui mudar a minha atitude, optei por remoer mágoas, em lugar de olhar em frente, insisti em agarrar-me ao passado.

A vida é efémera, sei tão bem disso, gostava tanto de ter uma atitude mais positiva, quero mudar, alguém me diz o segredo?
Estará dentro de mim? Na próxima semana prometo procurar com olhos de lince, oxalá a minha distracção crónica não atrapalhe!
Boa semana, com muita vontade de ser feliz!