Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teriam ouvido as verdades que teimo em dizer a brincar, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria. Charles Chaplin

Tornámo-nos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Antoine de Saint-Exupéry

A cabeça que se não volta para os horizontes sumidos não contém nem pensamento nem amor. Victor Hugo

Não importa o que fizeram connosco, importa o que fazemos com aquilo que nos fizeram. JP Sartre

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

amores de quatro patas


Em criança tinha pavor de cães, se via um só queria fugir a sete pés. Recordo-me não ir a casa da minha madrinha sozinha, que morava a uns escassos 300 m de nossa casa, porque os vizinhos dela tinham cães. Quando ia acompanhada se os animais se aproximavam de mim, eu mudava de lado, e a minha vontade era pôr-me ao colo da pessoa que estivesse comigo. Felizmente, naquela altura não se ouviam notícias sobre cães vorazes por atacar humanos, se não suponho, só iria visitar a minha madrinha de armadura! J

Hoje adulta, sempre que vejo um cão só me apetece fazer-lhe festas. Tudo mudou quando tivemos o primeiro cão em casa, chamava-se Pandilha, tinha uma personalidade muito forte, só fazia o que lhe dava na real gana, mas era um companheiro. Não durou muito, sobreviveu à esgana, mas morreu das sequelas, chorei compulsivamente nesse dia. Aprendi com ele que, o amor dos cães por nós não tem limites. Na altura que adoeceu eu trabalhava em Bragança, e só vinha a casa nos fins-de-semana, ele recebia-me sempre com pulos da minha altura, apesar do seu pequeno porte, nunca vou esquecer o dia em que me foi receber ao portão e as suas patas doentes já não lhe permitiam saltar, fiquei tão triste…



Ainda o Pandi (os meus cães têm sempre nome e diminutivo carinhoso) era vivo, e contra a vontade do meu pai (não gostava de cães, e trata o que vou falar agora como um bebé), o meu irmão trouxe outro, o Piruças, parecia uma ervilha, tal como o Pandi é rafeiro, mas este muito parecido com um Chihuahua. Só quer mimo, ainda está connosco, tem mais de onze anos o nosso pequeno Pi.

E depois, na pior altura das nossas vidas, o meu irmão encontrou uma cadela parida no terreno dele. Começamos a alimentá-la e verificamos que a bicha era super amorosa, afeiçoei-me logo e fiquei com ela, Boneca foi o nome escolhido. Tinha parido três cadelinhas e um cãozinho, o meu mano ficou com o cão, Dragão, em homenagem ao Meu grande amor. De entre as meninas, não resisti a ficar com uma cheia de personalidade, a Genoveva. O Dragy é preto e a minha Beba é manchada tal e qual um Beagle. Já são adultos, e como o meu irmão só é dono de nome, tenho quatro cães, que em nada são iguais, e não tenho a certeza de qual eu gosto mais.
Bom dia!

6 comentários:

  1. Amo cães e sempre amei...tivémos vários cá em casa que foram morrendo por isto ou aquilo. Mas como a minha mãe é asmática a médica dela estava sempre a ralhar com ela, porque não era aconselhável ela ter animais peludos em casa. Por isso, agora não temos nenhum. Como tal, sou voluntária numa associação que apoia animais abandonados e assim, já que não posso ter um meu, posso ajudar, brincar e mimar aqueles que passam por lá...:)

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    1. Se eu ganhasse o euromilhões, montava um canil e punha lá todos os cães abandonados que encontrasse...

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    2. :) Se eu ganhasse o euromilhões ajudava-te a realizar esse sonho...:)

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  2. Tens quatro amores e não sabes de qual gostas mais, eu atreveria-me a dizer ... é do dragão!

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    1. Gosto mesmo de todos, mas sabes bem, tenho aquela queda para os mal amados...

      :)

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